TAP quer discutir com agentes económicos a revisão do plano de retoma de voos

A comissão executiva da TAP recua no plano de retoma de voos e quer agora discutir "com todos os agentes económicos" uma revisão das ligações aéreas já anunciadas.

Depois da sucessão de críticas de Marcelo, Costa, Rio e Rui Moreira ao plano de retoma de voos da TAP quase exclusivamente a partir do aeroporto de Lisboa, o conselho de administração da companhia reuniu de emergência esta quarta-feira. E, por proposta dos administradores indicados pelo Estado e aceite pela comissão executiva, o plano de voos para junho e julho vai ser revisto para ter em conta o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Da reunião, saiu um comunicado que, sem referir explicitamente o conflito com os agentes políticos e económicos do Norte, assume a mudança de estratégia. “O Conselho de Administração da TAP SGPS, SA afirma que a Companhia está empenhada e vai de imediato colaborar com todos os agentes económicos, nomeadamente associações empresariais e entidades regionais de turismo, para viabilizar o maior número de oportunidades, adicionar e ajustar os planos de rota anunciados para este momento de retoma por forma a procurar ter um serviço ainda melhor e mais próximo a partir de todos os aeroportos nacionais onde a TAP opera”.

O comunicado, assinado pelo conselho de administração e não pela comissão executiva, é também uma forma de poupar o presidente executivo da TAP a mais críticas. Antonaldo Neves vai ser assim obrigado a recuar, depois de ter anunciado um plano de voos para os próximos dois meses com apenas três voos a partir do Porto.

Como o ECO tinha revelado esta terça-feira, os administradores indicados pelo Estado no conselho de administração da TAP manifestaram a sua discordância em relação àquele plano nas reuniões que antecederam a sua divulgação, precisamente por causa dos voos a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, mas acabou mesmo por ser adotado pela equipa de Antonaldo Neves.

Além de Miguel Frasquilho, também estão no conselho em nome do Estado os administradores Diogo Lacerda Machado, Esmeralda Dourado, Bernardo Trindade, Ana Pinho e António Gomes de Menezes.

Agora, 24 horas depois de uma unanimidade nas críticas aos gestores executivos, sai um comunicado a tentar travar a crise a dias de ser fechado o plano de recapitalização da TAP, acima dos mil milhões de euros com fundos públicos, e que terá de ser entregue em Bruxelas já na próxima semana.

(em atualização)

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