Governo estuda desconfinamento mais lento em Lisboa a 1 de junho

O Governo estará a estudar avançar com uma terceira fase de desconfinamento a duas velocidades, com a manutenção de algumas restrições em Lisboa e Vale do Tejo, onde o surto de Covid-19 mais preocupa.

O Governo estará a estudar a adoção de uma terceira fase de desconfinamento mais lenta em Lisboa e Vale do Tejo, perante ao surgimento de novos focos de infeção por coronavírus nesta região. A notícia foi revelada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo e Sousa, e pelo deputado do PSD, Ricardo Baptista Leite, a saída de uma reunião de avaliação da situação epidemiológica no Infarmed.

Esta “fase diferenciada” de desconfinamento em Lisboa poderá passar pelo não levantamento de algumas restrições previstas para a terceira fase de reabertura da economia nesta região, que terá lugar a 1 de junho, sem prejuízo do alívio dessas medidas nas demais regiões do país. Assim, para a próxima segunda-feira, o Governo poderá decidir adotar um desconfinamento a duas velocidades no país, uma decisão que deverá ser tomada e conhecida esta sexta-feira, dia de reunião do Conselho de Ministros.

“Não se pode falar de descontrolo em Lisboa e Vale do Tejo”, começou por tranquilizar o Presidente da República. No entanto, o chefe de Estado avisou que “o que se passa hoje em Lisboa e Vale do Tejo deve ser ponderado e vai ser [ponderado] nas decisões do Governo nos próximos dias e semanas, nomeadamente o que tem a ver com 1 de junho e depois”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o problema reside numa “especial atenção e preocupação” com a situação epidemiológica em Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente pelo facto de o número de infeções provocadas por cada pessoa infetada ainda ser superior a 1, acima da média do resto do país. Além disso, esta região da capital continuar a ver o número de casos a subir acima da média do restante território e o número de óbitos, além de não ter decrescido, terá mesmo acelerado ligeiramente.

Já o deputado e vice-presidente da bancada do PSD, Ricardo Baptista Leite, foi ainda mais longe. “O Governo disse que iria ponderar, eventualmente, uma resposta diferenciada para a região de Lisboa e Vale do Tejo”, garantiu, à saída da reunião, em declarações transmitidas pela RTP3. “O que vimos é que, para além do aumento do número de casos de infeção, Lisboa e Vale do Tejo é a única região onde não se verifica uma descida contínua do número de óbitos”, indicou.

O Governo vai desenhar, ajustar e anunciar a terceira fase de desconfinamento esta sexta-feira, após reunião do Executivo, quase três meses depois de ter sido detetado o primeiro caso de coronavírus no país. Esta fase deverá arrancar a 1 de junho, segunda-feira. Para já, estava definido que abririam os restaurantes sem restrições ao nível da lotação, assim como as superfícies comerciais de maiores dimensões, um plano que poderá estar agora em causa para a região mais densamente populada de Portugal.

(Noticia atualizada pela última vez às 13h38)

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