Rio considera positiva revisão do plano de voos na TAP mas avisa que ainda não é passo atrás

  • Lusa
  • 28 Maio 2020

À margem de uma conferência de imprensa na sede nacional do PSD, em Lisboa, o presidente do PSD, Rui Rio, considerou "positivo" o anúncio do Conselho de Administração da TAP de que vai ajustar plano.

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou esta quinta-feira “positivo” o anúncio do Conselho de Administração da TAP de que vai ajustar o plano de retoma de voos, mas advertiu que não se trata ainda de “passo atrás”.

À margem de uma conferência de imprensa na sede nacional do PSD, em Lisboa, sobre medidas na área social, Rui Rio foi questionado sobre a decisão do Conselho de Administração da TAP de “ajustar” o plano de retoma de rotas anunciado, que tinha sido criticado por vários responsáveis políticos, entre eles o líder do PSD.

Não classificava ainda de passo atrás porque não é claro que vá dar um passo atrás. É claro que, por pressão do Conselho de Administração, a TAP vai repensar o que a sua Comissão Executiva unilateralmente decidiu. Vamos ver o resultado final dessa reflexão da Comissão Executiva, porque é a ela que compete o desenho das rotas”, afirmou. Ainda assim, Rio considerou este anúncio “positivo”: “Negativo era não abrir a porta a nada“.

Num comunicado emitido na quarta-feira, o Conselho de Administração — o órgão que integra o Estado e que é detentor de 50% do capital da companhia aérea — indicou que “a companhia está empenhada e vai de imediato colaborar com todos os agentes económicos, nomeadamente associações empresariais e entidades regionais de turismo”.

O Conselho de Administração da transportadora aérea nacional referiu ainda que pretende assim “viabilizar o maior número de oportunidades, adicionar e ajustar os planos de rota anunciados para este momento de retoma por forma a procurar ter um serviço ainda melhor e mais próximo a partir de todos os aeroportos nacionais onde a TAP opera”.

Na terça-feira, o presidente do PSD tinha considerado que a TAP estava a assumir-se como uma transportadora aérea regional, confinada à antiga província da Estremadura, razão pela qual não pode ter os apoios de uma empresa estratégica nacional.

“Se é assim, como a TAP diz, então não estamos perante uma empresa nacional, mas perante uma empresa de ordem regional, confinada mais ou menos à antiga província da Estremadura, a grande Lisboa. Uma empresa que não responde aos aeroportos de Faro, do Funchal, de Ponta Delgada e do Porto como deve ser, então não é uma empresa nacional, mas, sim, regional”, alegou então o presidente do PSD, face ao plano inicial de voos previstos pela transportadora aérea.

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