Vista Alegre vai manter parte dos trabalhadores em lay-off

  • ECO
  • 29 Maio 2020

Cerca de 19,9% dos trabalhadores da Vista Alegre e Atlantis de Ílhavo e Alcobaça, nos segmentos de porcelana e cristal, e cerca de 6,1% dos trabalhadores da Bordalo Pinheiro das Caldas da Rainha.

A Vista Alegre vai retomar a atividade, perante as medidas de desconfinamento adotadas no país. Contudo, não necessitará da totalidade dos seus colaboradores, tendo decidido manter parte deles em regime de lay-off.

Tendo em conta o “grau de incerteza associado condicionam naturalmente o processo de reabertura das lojas de retalho da VAA, quer em Portugal, quer nos mercados externos”, as restrições de aglomeração, que “impõem regras excecionais de funcionamento”, mas também os “condicionamentos aos volumes de encomendas e à produção da VAA”, a empresa vai manter parte dos trabalhadores em casa.

Assim, de acordo com o comunicado enviado à CMVM, ficarão em lay-off durante o mês de junho de 2020 “cerca de 19,9% dos trabalhadores das unidades produtivas Vista Alegre e Atlantis de Ílhavo e Alcobaça, respetivamente, nos segmentos de porcelana e cristal, e de cerca de 6,1% dos trabalhadores da unidade produtiva Bordalo Pinheiro das Caldas da Rainha, no segmento da faiança, estando nesse período os demais trabalhadores destas unidades a prestar trabalho a tempo inteiro ou com redução temporária do período normal de trabalho semanal”.

Contrariamente a estas unidades, a empresa decidiu antecipar a “retoma total da atividade da unidade produtiva Ria Stone em Ílhavo, no segmento grés mesa, a partir de 1 de junho de 2020”. “Esta retoma plena da capacidade instalada desta unidade foi definida em estrita coordenação com o cliente IKEA e continua a estar alinhada com o plano de reabertura de lojas de retalho deste cliente e com os termos em que esta reabertura se efetivará”, remata.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vista Alegre vai manter parte dos trabalhadores em lay-off

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião