Países aliviam restrições impostas para travar o Covid-19

  • Lusa
  • 1 Junho 2020

Dezenas de países reabrem hoje atividades económicas, de lazer e culturais após as restrições impostas para travar o Covid-19.

Numa altura em que a pandemia parece começar a dar tréguas e com o verão a aproximar-se no hemisfério norte, dezenas de países reabrem hoje atividades económicas, de lazer e culturais após as restrições impostas para travar o Covid-19.

Fronteiras, transportes terrestres, ferroviários ou rodoviários, aéreos e marítimos, comércio, escolas, creches, hotéis, praias, piscinas públicas, cafés, restaurantes, bares, praias, centros comerciais, museus, cinemas, teatros, bibliotecas, espetáculos musicais, parques de lazer ou de diversões e atividades desportivas deixam a partir de hoje de serem alvo das restrições em vários pontos do globo, maioritariamente na Europa.

Entre os países mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, a Espanha reabre as piscinas públicas, restaurantes e centros comerciais, enquanto em Itália estarão abertos a partir de hoje o Coliseu de Roma, o Foro Romano e o Palatino, integrados no Parque Arqueológico da capital italiana, encerrado desde março.

Reabertos serão também os museus do Vaticano, embora seja obrigatório o uso de máscaras e verificação da temperatura à entrada.

O Reino Unido dá início a uma nova fase de fim de confinamento em Inglaterra, com o regresso dos concertos ao Wigmore Hall, sem público, mas em direto na BBC e na Internet. As escolas primárias reabrem parcialmente para algumas aulas para as crianças dos primeiros anos, entre os 5 e os 7 anos e para os do último ano do ensino primário (10 e 11 anos).

Londres autoriza o ajuntamento até seis pessoas. Os grupos podem encontrar-se em parques ao ar livre, incluindo para piqueniques e churrascos, e em jardins privados, mas sem contemplar a entrada em casas de outros agregados e continuando a respeitar o distanciamento social.

Nos Países Baixos será a reabertura de cinemas, teatros, restaurantes, museus e instituições culturais. O número de pessoas em simultâneo num determinado local não pode exceder as 30, entre visitantes e funcionários, e as esplanadas podem ter um máximo de 10 clientes. Os transportes públicos voltam a funcionar, sendo obrigatório o uso de máscara. As escolas secundárias reabrem terça-feira.

Na Grécia abrem os cinemas ao ar livre e reabrem as escolas primárias e jardins-de-infância, terminando ainda a suspensão de voos comerciais com Espanha, Itália, Reino Unido e Holanda.

A Grécia, Bulgária e Sérvia reabrem também as fronteiras comuns, para potenciar o turismo, as relações económicas e os contactos familiares, além dos já contemplados transportes humanitários e de mercadorias.

Nesse sentido, os primeiros-ministros daqueles três países e da Romésia reúnem-se na cidade búlgara de Varna, para preparar “a recuperação do turismo entre os quatro países”, condicionada “ao respeito por todas as medidas de segurança higiénica e de contenção da expansão do novo coronavírus”.

Por outro lado, é retomada a ligação marítima entre Argel (Argélia) e Marselha (França).

Na Roménia reabrem também os cafés, restaurantes e praias, enquanto a Turquia volta a abrir restaurantes, cafés, centros desportivos, praias e museus, Andorra reabre fronteiras aos visitantes franceses e espanhóis e na Albânia as fronteiras, hotéis e creches voltam a funcionar.

Na Rússia, Moscovo alivia as medidas de contenção impostas no final de março, sendo reabertas empresas, o comércio de produtos alimentares e o comércio não-alimentar e as zonas de passeio pedonais poderão reabrir, mas de maneira controlada, e os serviços que não requerem contacto humano prolongado, como as lavandarias ou pequenos ateliês de Moscovo, também podem retomar a atividade.

Na Ucrânia é retomado o transporte ferroviário e reabertos os jardins-de-infância e salas de desporto (exceto piscinas) e as praias de Kiev, enquanto na Geórgia são reabertos restaurantes e centros comerciais.

Montenegro, por seu lado, reabre as suas fronteiras aos cidadãos de diversos países da Europa, mas não da Sérvia. As fronteiras são abertas para os cidadãos dos países que cumpram os critérios estabelecidos pelas autoridades sanitárias montenegrinas: registarem um máximo de 25 doentes com covid-19 por cada 100.000 habitantes. Os países que cumprem esse critério são a Croácia, Eslovénia, Áustria, Alemanha, Polónia, República Checa, Hungria, Albânia e Grécia.

No norte da Europa, a Finlândia reabre restaurantes, bibliotecas e outros locais públicos, enquanto na Noruega retomam-se os bares e parques de diversões, e as crianças e adolescentes noruegueses de menos de 19 anos podem participar em sessões de desporto organizadas.

Os noruegueses que se desloquem aos países nórdicos por motivos profissionais ou os trabalhadores estrangeiros provenientes desses países deixam de ser submetidos à quarentena de dez dias.

Fora da Europa, nos Estados Unidos reabrem as praias em Miami (Florida), na China retomam-se as aulas presenciais no ensino básico e médio, no México são reabertos, de forma limitada, os parques e jardins, enquanto na Tailândia é iniciada a terceira etapa da reabertura da economia.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Países aliviam restrições impostas para travar o Covid-19

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião