Grande maioria das empresas voltou ao trabalho. 73% sente quebra nas vendas

Na segunda quinzena de maio, período que marca a segunda fase de desconfinamento, 92% das empresas já estavam a operar. Mas 73% dizem sentir quebra no negócio.

À medida que prossegue o desconfinamento, o grosso das empresas começam a retomar a atividade. Na segunda quinzena de maio, período que marca a segunda fase deste processo, 92% das empresas já estavam a operar. Contudo, grande parte delas ainda sente o impacto negativo no seu negócio resultante das restrições impostas pela pandemia.

Segundo um inquérito do Banco de Portugal e Instituto Nacional de Estatística (INE), houve uma subida de dois pontos percentuais, no número de empresas que adiantaram estar já a operar na segunda quinzena de maio, face aos 90% registados na quinzena anterior.

Esse acréscimo coincide com o regresso à atividade — com restrições –, dos restaurantes, cafés e lojas até 400 metros quadrados, a partir de 18 de maio, dia de arranque da segunda fase de desconfinamento. O setor do Alojamento e restauração reportou um aumento de 45% para 58%, no número de empresas a operar.

Quebras de negócio aligeiram

Enquanto muitas empresas retomam atividade também se aligeiram as quebras de negócio, com os efeitos da pandemia a se sentirem-se, mas em menor escala. Face à situação que seria expectável sem pandemia, na segunda metade do último mês, 73% das empresas reportaram um impacto negativo no volume de negócios. Esse valor compara com os 77% registados na quinzena anterior.

Mas o setor do Alojamento e restauração continuou a registar a maior percentagem de empresas com reduções no volume de negócios (90%), ainda assim, sete pontos aquém face ao registado na quinzena anterior.

Comparativamente com as duas primeiras semanas de maio, 40% das empresas referiram ainda uma estabilização do volume de negócios. Ao nível setorial, no Comércio, nos Transportes e armazenagem e no Alojamento e restauração, a percentagem de empresas a referir aumentos foi superior à percentagem que referiu reduções do volume de negócios.

Menos de metade das empresas com redução de pessoal

O regresso da atividade de muitas empresas está ainda a refletir-se numa diminuição das quebras de pessoal. Na segunda metade de maio, 45% das empresas assinalaram reduções do pessoal ao serviço efetivamente a trabalhar face à situação que seria expectável sem pandemia. Na primeira metade de maio, 50% das empresas diziam estar nessa situação.

As empresas do Alojamento e restauração seguiram a mesma linha de alívio. Do total de inquiridas, 72% referiram um impacto negativo no pessoal ao serviço, dez pontos percentuais abaixo do verificado na primeira quinzena de maio.

Face ao mesmo período, a maioria das empresas não reportou alteração no número de pessoas ao serviço (71%). Já o Alojamento e restauração foi o setor a registar a maior percentagem de empresas com aumento no pessoal ao serviço (26%), na maioria dos casos devido à redução do número de pessoas em lay-off.

(Notícia atualizada às 11h56)

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