Mexia começa a ser interrogado por Carlos Alexandre, apesar de pedido de afastamento do magistrado

Apesar da defesa de Mexia e Manso Neto ter pedido o afastamento do juiz Carlos Alexandre e a suspensão dos interrogatórios, como se trata de um processo urgente, arguidos começam a ser ouvidos.

Apesar do pedido de afastamento do juiz Carlos Alexandre do processo EDP pela defesa de Antónia Mexia e João Manso Neto, os interrogatórios marcados para esta semana não foram suspensos por se tratar de um processo urgente. O presidente executivo da EDP vai ser ouvido esta terça-feira pelo magistrado, no Tribunal Central de Instrução Criminal.

António Mexia deverá ser questionado sobre novos factos apresentados pelos procuradores da investigação, segundo avançou o Correio da Manhã. Entre as novas informações do caso que poderão ser interpostas ao presidente da EDP está a nomeação de Artur Trindade, ex-secretário de Estado da Energia.

Os inquéritos marcados para esta terça e quarta-feira podem levar ao agravamento das medidas de coação já aplicadas aos arguidos do processo. Cabe agora ao magistrado decidir que medidas de coação serão aplicadas, sendo que a mais gravosa é a suspensão de funções de ambos enquanto CEO da EDP e da EDP Renováveis.

A defesa de António Mexia e João Manso Neto continua a aguardar o pedido de afastamento do juiz Carlos Alexandre do caso, por considerar que Carlos Alexandre pediu ao Conselho Superior da Magistratura para ficar com os processos do que tinham sido distribuídos ao juiz Ivo Rosa.

O processo das rendas excessivas da EDP está há cerca de oito anos em investigação no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O inquérito investiga os procedimentos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC) tendo António Mexia e João Manso Neto sido constituídos arguidos em junho de 2017 por suspeitas de corrupção ativa e participação económica em negócio.

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