Há 195 novos casos de coronavírus, 81% em Lisboa e Vale do Tejo. Já morreram 1.436 pessoas

Aumentou para 32.895 o número de pessoas infetadas com o novo coronavírus no país. A esmagadora maioria das novas infeções foram registadas na região de Lisboa.

Portugal registou 195 novos casos de infeção por Covid-19, elevando para 32.895 o número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus no país. Trata-se de uma taxa de crescimento diária de 0,60%. Nas últimas 24 horas morreram 12 pessoas com a doença, segundo a última atualização ao boletim da Direção-Geral de Saúde (DGS).

Desde o início do surto em Portugal, a 2 de março, foram detetados 32.895 casos confirmados de Covid-19 no país, ou seja, mais 195 do que o número registado no balanço de segunda-feira. A maioria das novas infeções foram na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 158 dos novos casos a serem identificados nesta região, o que representa cerca de 81% do total e um ligeiro abrandamento face ao dia anterior.

Do número total de infetados, a maioria está a fazer o tratamento em casa, sendo que apenas 432 estão internados (menos 39 que ontem), dos quais 58 nos cuidados intensivos (menos seis). Há 1.866 pessoas a aguardar resultados laboratoriais e mais de 28 mil sob vigilância das autoridades de saúde.

Quanto ao número de mortes, há registo de 1.436 óbitos, mais 12 nas últimas 24 horas. Em Portugal, já 19.869 pessoas recuperaram da doença, mais 317 pessoas face ao balanço anterior. “Neste momento, a taxa de recuperados é de 60,4%”, adiantou António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, na conferência de imprensa desta terça-feira, transmitida pela RTP3.

Boletim epidemiológico de 2 de junho:

A nível regional, em termos absolutos, o Norte continua a ser a região mais afetada no país pelo surto, com 16.789 casos confirmados e 795 mortes, seguida pela região de Lisboa e Vale do Tejo (com 11.493 casos e 370 mortes) e da região Centro (3753 casos e 240 mortes). Segue-se o Algarve (372 casos e 15 mortes) e o Alentejo (260 casos e uma morte). Nas ilhas, os Açores registam 137 casos e 15 falecimentos, enquanto a Madeira tem 91 pessoas infetadas.

INEM tem em curso plano de testagem em empresas. Já foram recolhidas cerca de duas mil amostras

No briefing diário desta terça-feira, o secretário de Estado da Saúde voltou a referir que “a grande maioria dos novos casos é na região de Lisboa e Vale do Tejo”. Nesse sentido, Lacerda Sales disse que a estratégia passa por “identificar, testar e isolar muito rapidamente”, anunciando que “o INEM tem um plano de testagem em cursos em várias dezenas de empresas situadas na grande Lisboa – a maioria na zona da Azambuja –, tendo sido colhidas amostras em algumas dessas empresas, outras estão a acontecer durante o dia de hoje e as restantes com agendamento nos próximos dias”, referiu.

Face a este plano, só esta segunda-feira foram recolhidas 945 amostras em empresas, estando o seu processamento “em curso”. Desde sábado, “foram recolhidas cerca de 2.000 amostras”, avançou o governante, acrescentando que prevê-se estender este plano a outras empresas. “Estamos obviamente a fazer um esforço grande para garantir o máximo de testes que for possível dentro das orientações emanadas pelo Governo para testar sobretudo empresas de construção civil e também trabalhadores de empresas de trabalho temporário”, acrescentou o presidente do INEM, António Meira.

Questionada sobre o ponto de situação na região de Lisboa e Vale do Tejo, a diretora-geral de Saúde também admite “uma maior concentração de casos”, contudo diz que a situação “tem estado estabilizada”, mesmo tem em conta o aumento de testagem. “Cerca de 4% destes testes feitos em locais específicos deram positivo. Também é um número que nos tranquiliza”, assinalou Graça Freitas, reconhecendo que a estratégia de “monitorizar, conter, testar isolar, tratar, retirar os positivos, evitar novas cadeias de transmissão, quebrar as cadeias de transmissão que estão em curso”, é “muito agressiva”.

Sobre o regresso da I Liga de futebol já esta quarta-feira, a diretora-geral apela “ao ao espírito cívico” dos adeptos que se reúnam para assistir aos jogos, com especial atenção para as comemorações dos golos, já que “a tendência vai ser comemorar como antes, com contacto físico”. “Grande apelo aos adeptos para que se se juntarem para assistir ao jogo mantenham as regras de distanciamento físico — o ideal são dois metros –, mantenham as regras de proteção de barreira se for caso disso, usando máscara e não partilharem objetos”, disse. “A retoma do futebol foi uma dura conquista e a tentativa de chegar ao fim será boa para todos: quer para o tecido social quer para o tecido económico”, concluiu.

(Notícia atualizada pela última vez às 14h10)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Há 195 novos casos de coronavírus, 81% em Lisboa e Vale do Tejo. Já morreram 1.436 pessoas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião