Governo promete aumento de 28% do investimento público em 2020. E mais 20% em 2021

O ministro da Economia adiantou esta terça-feira que os planos orçamentais do Governo passam por um aumento de 28% do investimento público em 2020 e de 20% em 2021.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital anunciou que o objetivo do Governo é aumentar o investimento público em 28% em 2020 e mais 20% em 2021. Siza Vieira está a ser ouvido esta terça-feira na comissão parlamentar da Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

O investimento público terá um peso importante” na reconstrução da economia portuguesa, assumiu Pedro Siza Vieira, mantendo a retórica do Governo sobre a importância central do investimento público na recuperação da crise pandémica, após vários anos em que este ficou bastante aquém dos objetivos definidos nos Orçamentos do Estado. O aumento em 2020 será de 28% e em 2021 será de 20%. Recorde-se que, por exemplo, em 2019, o aumento foi de apenas 4,9% (face aos 17,1% anunciados).

De acordo com o OE2020, cujos valores deverão ser modificados pelo orçamento suplementar que será apresentado em breve, o investimento público deverá chegar aos 4.998 milhões de euros este ano, o que se traduz num aumento de 26% face ao valor final executado em 2019. Em números redondos, com o aumento de 20% em 2021, o investimento público poderá superar os 6 mil milhões de euros no próximo ano.

E para onde irá o dinheiro? Siza Vieira confirmou que haverá uma “aceleração de um conjunto de pequenas obras“, em linha com o que já tinha revelado António Costa quando definiu os quatro pilares do programa de estabilização económica e social e do orçamento suplementar.

Impacto económico “mais violento” na 2.ª quinzena de março e 1.ª de abril

Na audição, Siza Vieira adiantou ainda que, segundo as estimativas do Executivo, “o impacto mais violento” da crise pandémica na economia verificou-se na “segunda quinzena de março e primeira quinzena de abril”. Na segunda quinzena de março, a redução de atividade económica terá sido entre “24% a 25%”, de acordo com o ministro da Economia, antecipando que “provavelmente o mesmo se verificou na primeira quinzena de abril”.

Siza Vieira explicou que a contração do PIB reflete a “quebra muito significativa das exportações pelo encerramento dos mercados externos”. Contudo, “maio foi um mês de alguma recuperação”, disse, argumentando que o “ritmo de crescimento do desemprego atenuou-se”.

“Agora é a altura de salvar as empresas”, disse, antecipando que “vamos ter seguramente um final de ano e início do próximo ano e continuação do próximo ano que vai ser de um crescimento muito significativo”. “É preciso assegurar que as empresas sobrevivem até lá”, disse, ajudando as empresas a ultrapassar esta “fase hesitante que estamos a viver”.

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