Aicep angariou sete investimentos estrangeiros em plena pandemia

Em causa estão empresas do setor dos serviços: duas dos EUA e as outras da Alemanha, França e Suíça. São sobretudo empresas que vão estabelecer em Portugal centros de desenvolvimento.

Desde que a pandemia arrancou em Portugal, já fizemos sete angariações. Sete novos clientes que o país não tinha e que vieram para Portugal”, conta o presidente da Aicep, ilustrando assim as “boas notícias” na vertente do investimento.

“Não sentimos nenhum efeito negativo com a pandemia”, garante Luís Castro Henriques num encontro digital com jornalistas, para antecipar o lançamento do acelerador das exportações online. Em causa estão empresas do setor dos serviços: duas dos EUA e as outras do centro da Europa: Alemanha, França e Suíça. “São sobretudo empresas que vão estabelecer em Portugal centros de desenvolvimento de software e são empresas que trazem para o país centros de serviços”, especifica Luís Castro Henriques sem querer levantar mais a ponta do véu.

“Neste momento é dado que posso dar”, diz. “Quando as empresas quiserem anunciar, até para efeitos de recrutamento, então poderemos anunciar quem são especificamente”, diz o responsável.

São sobretudo empresas que vão estabelecer em Portugal centros de desenvolvimento de software e são empresas que trazem para o país centros de serviços.

Luís Castro Henriques

Presidente da Aicep

Na Aicep a pandemia não foi sinónimo de paragem. “Do ponto de vista de angariação, nunca parámos”, garante o presidente da agência responsável pela captação de investimento direto estrangeiro para Portugal, que atingiu um novo máximo em 2019. O stock do IDE registado no final do ano passado atingiu o recorde de 143,9 mil milhões de euros, segundo os dados do Banco de Portugal. Duas das angariações foram feitas exclusivamente “através de ferramentas digitais”. “As visitas todas feitas com reuniões digitais para poder interagir com os pares, tudo online. Foi um serviço que nunca parou, nem nunca teve qualquer solavanco, o que é muito interessante”, sublinha Castro Henriques.

“Para terminar as angariações industriais é preciso visitar os locais, ter aspetos específicos dos terrenos, etc, e isso ainda tem de esperar um bocadinho. Ainda não conseguimos fazer neste regime”, reconhece. “Mas continuamos a interagir com todos os clientes que estavam em pipeline“. O pipeline, ou seja as intenções de investimento, “não se reduziu e no caso dos serviços até aumentou”, acrescentou Castro Henrique, precisando que este continua na casa dos mil milhões de euros.

O ano passado, Portugal voltou a conseguir ultrapassar a meta de mil milhões de euros de investimento contratualizado. Em causa estavam 80 novos projetos, sendo que 75% era de origem estrangeira, mais exatamente de 15 nacionalidades diferentes. E estas angariações vão de vento em popa. “O que tinha sido angariado o ano passado, os projetos já estão em curso e no terreno e algumas dessas empresas, mesmo neste cenário atual, estão a manter os seus planos de recrutamento”, conta o presidente da Aicep.

Castro Henriques garante ainda que “os contratos que estavam a ser negociados se mantêm todos em negociação e, alguns deles, estão já a ser concluídos”. “Mais cedo ou mais tarde haveremos de ter as devidas assinaturas”, conclui.

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