Há dez anos que a AICEP não assinava tantos contratos. Um investimento superior a mil milhões de euros

  • Lusa e ECO
  • 20 Dezembro 2018

A AICEP vai fechar o ano com motivos para festejar. É que 2018 foi o ano em que esta entidade assinou mais contratos, um investimento superior a mil milhões de euros.

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) vai fechar o ano com motivos para festejar. Luís Castro Henriques, o presidente desta entidade, afirmou esta quinta-feira que 2018 foi um “marco” para a AICEP, sendo “o ano com mais contratos”.

Há dez anos que não eram assinados tantos contratos, num total de 49, que representam um investimento superior a mil milhões de euros.

O responsável pela AICEP falava na abertura da cerimónia de assinatura de cinco contratos de investimento — com as empresas Font Salem, Hanon, Somincor, STE e TMG — no valor de 400,5 milhões de euros, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

Os cinco contratos de investimento assinados esta quinta-feira significam, ainda, a criação de 315 de postos de trabalho, sendo que mais de 50 correspondem a emprego altamente qualificado.

“É essencial que este ciclo de investimento se prolongue”

O primeiro-ministro, António Costa, que esteve presente na assinatura dos cinco contratos de investimento, disse que hoje é “um bom dia” para Portugal. Mas não deixou de alertar que “é essencial que este ciclo de investimento se prolongue”.

“Aquilo que é importante [no âmbito de um quadro de incerteza europeia e internacional], é que Portugal continue a ser um espaço de certeza”, um “porto de abrigo”, para que as empresas continuem a ter “confiança para investir”, prosseguiu o governante.

O primeiro-ministro disse, ainda, que via “com satisfação” o nível de investimento captado por Portugal, nomeadamente o facto da “diversificação das suas origens”, desde coreano, canadiano, espanhol, sem esquecer que ao longo dos últimos anos tem crescido o investimento proveniente da Alemanha e França.

“É bom que ao longo dos últimos anos tenhamos sempre batido bons recordes de atração de investimento”, não só de investimento estrangeiro, como também de crescimento de investimento nacional, afirmou António Costa. Crescimento esse, sublinhou, “assente sobretudo no investimento empresarial”.

“São conhecidos os condicionamentos do investimento público, que seguramente se manterão durante alguns anos, e o investimento privado será a base do nosso crescimento e do investimento”, referiu.

“Aquilo que faz a diferença nesta economia global não é seguramente o valor do salário”, mas antes do produto e do serviço prestado, algo em que Portugal tem tido um percurso positivo.

O próximo ano “é agora uma barreira mais alta”, sublinhou, dirigindo-se ao presidente da AICEP, Luís Castro Henriques. Mas com o pipeline [intenção de investimento] “de mais de 2.500 milhões de euros de investimento em apreciação, estou certo que com bom trabalho” poderá ser possível “bater o recorde” em 2019, concluiu.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, sublinhou o papel da AICEP na atração de investimento, destacando “a diversidade dos setores”. “[2019] Será um ano marcado por incertezas, quer no quadro europeu como internacional”, mas que em relação a Portugal “não há nenhuma incerteza”, destacando que há “estabilidade” e “confiança”.

O facto de as empresas investirem em Portugal é “um sinal de que merecemos a sua confiança”, afirmou.

O ministro Adjunto e da Economia, por sua vez, destacou que o investimento privado “tem sido significativo” e “cria as bases” da sustentabilidade “futura” do processo de desenvolvimento.

(Notícia atualizada às 12h45 com mais declarações)

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