Sinais de retoma deixam Wall Street mais perto de recordes

Bolsas norte-americanas estão a apagar as perdas registadas durante o confinamento. O Dow Jones subiu mais de 2% esta quarta-feira. Sinais de recuperação económica dão esperança aos investidores.

Wall Street valorizou pela quarta sessão consecutiva esta quarta-feira, ficando mais perto dos níveis máximos atingidos em fevereiro, à boleia do otimismo dos investidores em relação à recuperação da economia após semanas de confinamento.

O índice de referência S&P 500 subiu 1,36% para 3.122,87 pontos, isto enquanto o tecnológico Nasdaq e o industrial Dow Jones somaram 0,78% e 2,05%, respetivamente.

Com este desempenho, os três principais índices de Wall Street estão mais perto dos máximos históricos atingidos em fevereiro, antes do impacto do surto do novo coronavírus ter provocado uma razia nas bolsas em todo o mundo. O Nasdaq está a cerca de 2% de atingir novo recorde.

“Com o mercado de regresso a máximos históricos, há um sentimento de que a economia vai melhorar na segunda metade do ano”, referiu Joshep Sroka, da NovaPoint, citado pela agência da Reuters.

Esta quarta-feira, um relatório da ADP mostrou que o setor privado cortou menos postos de trabalho em maio do que aquilo que era esperado pelos analistas. Os investidores aguardam agora pelos dados do Departamento do Trabalho americano sobre o desemprego para uma melhor avaliação do mercado de trabalho nos EUA. A taxa de desemprego terá subido para um valor histórico nos 19,7%.

Para segundo plano está, aparentemente, a vaga de protestos em várias cidades norte-americanas, na sequência da morte de afro-americano quando estava sob custódia da polícia.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Sinais de retoma deixam Wall Street mais perto de recordes

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião