Há 830 mil lugares nas praias portuguesas. Quem ignorar sinal vermelho à entrada não será multado

  • Lusa
  • 5 Junho 2020

A época balnear arranca este sábado, 6 de maio, em muitas praias do país nas regiões do Tejo, Oeste e Algarve. Nas praias portuguesas haverá 830 mil lugares ao sol, uma redução imposta pela pandemia.

O ministro do Ambiente apelou hoje ao “bom senso” dos portugueses durante a época balnear, que se inicia no sábado, esclarecendo que o acesso será livre, mas a ocupação deve ser consultada na aplicação Info Praia.

“Quando esta bandeira estiver vermelha, as pessoas não entrem na praia porque é sinal que vão entrar numa praia que já tem a capacidade que deve ter para que as pessoas aí possam estar”, advertiu João Matos Fernandes, em declarações aos jornalistas.

O governante falava durante uma visita à praia do Tarquínio-Paraíso, na Costa de Caparica, em Almada, no distrito de Setúbal, onde garantiu que “o acesso às praias é livre e sempre será livre” e não haverá multas, mas reforçou que as regras estabelecidas “apelam ao bom senso dos portugueses”.

“A lei não permite multa alguma. Aquilo que a lei prevê, e espero que nunca venha a ser utilizado, é que, em caso de reiterado incumprimento, se as autoridades de saúde acharem que está em causa a saúde pública, poderem fechar a praia. Vamos acreditar que não há necessidade de isso vir a acontecer”, frisou.

Na visão do ministro, ​​​​​para que todos tenham um “ótimo verão”, numa altura em que precisam da praia “mais do que nunca”, os banhistas apenas têm que cumprir as “regras muito simples” de distanciamento social e consultar a informação disponível sobre a lotação de cada praia “atempadamente”.

Nesta tarde em que João Matos Fernandes visitava a praia da Caparica, decorriam alguns trabalhos de montagem de toldos na areia, mas já estava instalada toda a nova sinalética face à pandemia da covid-19.

Há setas no chão com diferentes sentidos de entrada e saída e uma nova bandeira triangular com o desenho de uma pessoa, logo à entrada da praia, que indica a ocupação daquele local, que hoje se encontrava a verde (ocupação baixa).

Além disso, revelou, esta informação também vai estar disponível já a partir de sábado na aplicação Info Praia para todos os lugares que iniciem a época balnear nesse dia.

“Não temos dúvidas que ao longo dos próximos dias a aplicação vai ser melhorada, mas amanhã [sábado] a partir do meio da manhã, em todas as praias onde a época balnear abre, as pessoas já vão poder saber antes de sair de casa se a praia tem pouca gente com esta bandeira verde, se já está medianamente ocupada ou se está muito ocupada”, informou.

Segundo o diploma publicado em Diário da República esta quinta-feira, o arranque da época balnear não será igual em todo o país e apenas começa no sábado em todas as praias do Algarve, Almada, Cascais (Lisboa) e na praia da Nazaré, em Leiria.

Nas restantes regiões do país, as datas de arranque serão variáveis e faseadas, pelo que, segundo João Matos Fernandes, a capacidade será divulgada “uma semana antes da época balnear abrir”.

O início mais tardio acontecerá no Norte do país, em 27 de junho, tendo quase menos um mês do que em relação ao ano passado, mas o ministro esclareceu que não se trata de uma decisão do Governo.

“Para o Ministério do Ambiente, a época balnear abria no dia 6 de junho no país todo, mas a abertura da época balnear não é uma decisão nossa, é uma decisão sobretudo das autarquias que quiseram que a época balnear abrisse mais tarde e, por isso, no Norte do país será só no dia 27 de junho”, esclareceu.

Segundo a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, o número de mortes por afogamento aumentou em relação ao ano passado, mas João Matos Fernandes considerou que “o padrão deste ano não é em nada diferente dos padrões anteriores”.

Ainda assim, fez um apelo para que “todos tenham consciência de qual é a sua aptidão para estarem no mar e se defendam”, revelando que Autoridade Marítima Nacional e o Instituto de Socorros a Náufragos “vai estar particularmente atento” a praias não-vigiadas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Há 830 mil lugares nas praias portuguesas. Quem ignorar sinal vermelho à entrada não será multado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião