Banco Mundial antecipa “pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial”. Contração será de 9,1% na Zona Euro

Vem aí a "pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial", mas será mais grave na Europa. O Banco Mundial prevê uma contração de 9,1% na Zona Euro em 2020, a pior previsão de todas as regiões do mundo.

Sem surpresas, é com pessimismo que o Banco Mundial atualizou esta segunda-feira as suas projeções económicas para este ano e para o próximo. Avisa que vem aí a “pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial” e que a Zona Euro será a região mais afetada. As economias dos países do euro vão, no conjunto, contrair 9,1% em 2020, o que compara com a quebra de 6,1% prevista para os EUA e Japão.

O rápido e enorme choque da pandemia de coronavírus e as medidas de confinamento para a conter mergulharam a economia mundial numa contração severa“, escreve o Banco Mundial nas projeções económicas de junho, assinalando que o PIB mundial deverá encolher 5,2% este ano, o que representa a “recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial”. Desde pelo menos 1870 que não havia tantos países a registar quebras no PIB per capita.

O pessimismo pode mesmo não ficar por aqui, avisa o diretor das previsões do Banco Mundial, Ayhan Kose: “Se o passado é algum tipo de guia [para o futuro], podem estar reservadas mais revisões em baixo do crescimento, o que implicará que os decisores políticos podem ter de estar prontos para utilizar medidas adicionais para estimular a atividade económica”. Basta recordar que as previsões atuais foram revistas em baixa de forma mais acentuada do que qualquer outra recessão desde pelo menos 1990.

Projeções de junho do Banco Mundial:

Fonte: Banco Mundial

A única notícia menos pessimista do Banco Mundial para a Zona Euro é que a região terá uma recuperação ligeiramente superior à das outras economias avançadas. Em 2021, o PIB do euro deverá crescer 4,5%, acima dos 4% previstos para os EUA e dos 2% do Japão. Em média, a recuperação será de 3,9% nas economias avançadas e de 4% no conjunto do mundo todo.

Um dos fatores que leva a Zona Euro a ser mais afetada é a sua dependência maior no comércio internacional, através das exportações, o qual está a ser fortemente afetado pela pandemia.

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