Governo prevê quebra de 6,9% no PIB e taxa de desemprego nos 9,6%

António Costa revelou que o Governo está a trabalhar num cenário macroeconómico com uma quebra de 6,9% no PIB em 2020 e uma taxa de desemprego de 9,6%.

O Governo está a prever uma contração da economia de 6,9% em 2020 e uma taxa de desemprego de 9,6%, o que compara com os 6,2% que se registavam antes da crise pandémica. Os números foram divulgados esta quinta-feira pelo primeiro-ministro na conferência de imprensa de apresentação do Programa de Estabilização Económica e Social (PEES).

Relativamente ao cenário macroeconómico (…) assenta nos números que o senhor ministro das Finanças mais recentemente indicou com uma previsão da queda do PIB muito significativa, de 6,9%, e um crescimento da taxa de desemprego até aos 9,6%”, revelou António Costa, referindo que estes são dos indicadores “particularmente importantes” para o país.

Estes deverão ser os números basilares do orçamento suplementar que será apresentado por Mário Centeno na próxima terça-feira e dará tradução prática às medidas que constam do PEES. O desejo de António Costa é que este documento seja aprovado por “unanimidade” na Assembleia da República.

O Orçamento do Estado para 2020, que entrou em vigor a 1 de abril, tinha como cenário macroeconómico números muito diferentes: um crescimento de 1,9% do PIB, uma taxa de desemprego de 6,1%, um excedente orçamental de 0,2% e uma dívida pública de 116,2% do PIB.

Contudo, a crise pandémica veio mudar radicalmente a situação económica do país. Todas as previsões apontam para quedas expressivas do PIB e para aumentos da taxa de desemprego, ainda que em graus diferentes consoante os pressupostos assumidos, principalmente dada a incerteza que ainda persiste.

Ontem o Conselho das Finanças Públicas divulgou as suas projeções: a entidade liderada por Nazaré Costa Cabral vê o PIB a cair entre 7,5% a 11,8% e o défice a aumentar para entre os 6,5% e os 9,3%, consoante se está a falar do cenário base ou do cenário severo. Já a taxa de desemprego irá variar entre os 11% e os 13,1% e a dívida pública entre os 133,1% e os 141,8% do PIB.

No primeiro trimestre, com apenas uma quinzena (a segunda quinzena de março) de confinamento, a economia portuguesa encolheu 2,3%, em termos homólogos, o que representa a maior queda do PIB desde o início de 2013, período em que estava no país a troika. Sabe-se ainda que a dívida pública deu em abril o maior salto em 5 anos — atingindo um valor recorde –, o défice orçamental disparou e o número de desempregados já aumentou em 100 mil.

(Notícia atualizada)

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