Número de desempregados dispara 22%. Há 392.323 inscritos no IEFP

O número de desempregados inscritos no IEFP subiu para 392.323, em abril. Em causa está um salto de 22,1%, em relação ao período homólogo.

O número de desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) disparou mais de 22%, em abril, em comparação com o período homólogo. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, subiu para 392.323 o número de desempregados registados em todo o país.

“No fim do mês de abril de 2020, estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 392.323 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 (mais 71.083; mais 22,1%) e também face ao mês anterior (mais 48.562; mais 14,1%)“, é explicado na nota divulgada esta quarta-feira.

O Ministério do Trabalho detalha que, só no continente, o número de desempregados inscritos no IEFP subiu para 368.925, mais 24% do que no mesmo período do ano passado e mais 14,9% face ao mês de março.

Numa análise regional, a região do Algarve destaca-se com uma subida homóloga de 123,9%. O setor do turismo tem sido um dos mais afetados pela pandemia de coronavírus, daí que esta região em particular esteja a registar um salto do número de desempregados mais significativo do que no resto do país. Em contraponto, nos Açores, o número de desempregados inscritos no IEFP recuou 6,2%. Esta foi, de resto, a única região do país a verificar uma descida deste indicador.

Na nota divulgada esta quarta-feira, indica-se ainda que foi entre os operadores de instalações e máquinas e trabalhos de montagem que se registou uma subida mais expressiva dos desempregados, em termos homólogos: 43,4%. Segue-se o grupo dos trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices (com um aumento de 34%) e o grupo dos trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e vendedores (com um salto de 32,9%).

Por setor, foi no alojamento, restauração e similares que se registou a subida mais expressiva do número de desempregados: 60,6%. Nas atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio o salto foi de 41,2%, nos transportes e armazenagem o aumento foi de 37,4%, na indústria do couro e dos produtos do couro a subida foi de 42,7%, na indústria metalúrgica de base e fabricação de produtos metálicos o crescimento foi de 39,0% e na indústria do vestuário a subida foi de 33,6%.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), nos primeiros 18 dias de maio, o total de desemprego registado pelo IEFP já subiu, só no continente, de 368.925 para 390 mil.

(Notícia atualizada às 11h20)

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