Taxa de desemprego nos 6,7% no primeiro trimestre

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro a março, a taxa de desemprego ficou nos 6,7%. A população empregada caiu pela primeira vez desde 2013.

Apesar do impacto da pandemia de coronavírus no mercado de trabalho português, nos primeiros três meses do ano, o desemprego recuou (ainda que ligeiramente) face ao período homólogo. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), de janeiro a março, a taxa ficou nos 6,7%, valor igual ao trimestre anterior e 0,1 pontos percentuais (p.p) abaixo do mesmo período de 2019.

Segundo os dados divulgados esta quarta-feira, no trimestre trimestre de 2020, a população desempregada diminuiu 1,6%, em termos homólogos, para 348,1 mil pessoas. O INE nota, contudo, que também a população empregada emagreceu (0,3% em relação ao mesmo período de 2019), sendo esta a “primeira variação homóloga negativa desde o terceiro trimestre de 2013”.

Além disso, entre a população empregada, a fatia de trabalhadores ausentes subiu para 9,3% (ou 452,1 mil pessoas), o que se fica a dever em parte ao recurso de milhares de empresas ao lay-off, regime que possibilita a suspensão dos contratos de trabalho ou a redução dos horários. No mesmo sentido, de janeiro a março, o volume das horas efetivamente trabalhadas desceu 5,3%, em termo homólogos. E aumentou a população inativa dos 15 aos 74 anos que não procurou trabalho “por aguardar ser reintegrados no emprego que já teve”.

No que diz respeito ao desemprego, entre as mulheres esta taxa foi mais acentuada (7,2% contra 6,1% entre os homens), tendo aumentado 1,1 p.p. em relação ao trimestre anterior (entre os homens recuou 0,3 p.p.). “A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi 19,7%, um valor superior em 0,2 p.p. ao do quarto trimestre de 2019”, destaca aida o INE.

Já quanto ao fluxo líquido do desemprego, o total de pessoas que transitaram para o desemprego foi inferior ao total das que saíram desse estado: 164,1 mil pessoas contra 168,4 mil pessoas, respetivamente.

Esta quarta-feira, a Comissão Europeia anunciou que estima que a taxa de desemprego em Portugal subirá, em 2020, para 9,7%, em consequência do impacto da pandemia de coronavírus na vida das empresas. No próximo ano, Bruxelas vê, contudo, essa taxa a recuar para 7,4%. O Executivo de António Costa tem frisado que as medidas extraordinários — como a versão simplificada do lay-off — têm mitigado o agravamento do desemprego.

(Notícia atualizada às 11h53)

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