Pandemia impede INE de fazer estimativa de desemprego em março. Revê em baixa taxa de fevereiro

A pandemia de coronavírus também está a afetar o trabalho do INE, que não conseguiu publicar, esta quarta-feira, a habitual estimativa do desemprego relativa a março.

Ao contrário do que era esperado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) não divulgou, esta quarta-feira, a estimativa da taxa de desemprego relativa a março. A pandemia de coronavírus está a dificultar o processo de recolha de informação, pelo que a nota publicada esta manhã contém apenas os dados do desemprego registado em fevereiro. Mês em que a taxa de desemprego se situou nos 6,4%, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que tinha sido projetado anteriormente pelo INE.

“Apesar das circunstâncias, tentaremos manter o calendário de produção e divulgação, embora seja natural alguma perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, de que é exemplo a impossibilidade de proceder à habitual divulgação das estimativas provisórias para o trimestre centrado em março de 2020“, explica o INE, no documento divulgado esta quarta-feira.

Em relação a fevereiro, a taxa de desemprego fixou-se nos 6,4%, menos 0,4 p.p. do que em janeiro e menos 0,1 p.p. do que em fevereiro de 2019. O INE sublinha, além disso, que a população desempregada foi “estimada em 331,6 mil pessoas, tendo diminuído 5,8% (20,4 mil) em relação a janeiro de 2020″ e 1,4% (4,6 mil) em relação ao período homólogo.

Em março, é expectável que esta trajetória de melhoria do emprego se inverta com o impacto da pandemia de coronavírus. O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) registou um salto de 9% dos desempregados inscritos e o Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho mostra que esse número continua a crescer. Atualmente, o IEFP já conta com mais de 370 mil inscritos, em Portugal continental, valor que compara com os 321 mil registados em março.

De acordo com o Governo, o lay-off simplificado está, ainda assim, a mitigar a escalada do desemprego, já que ao abrigo deste regime estão proibidos os despedimentos coletivos e por extinção de posto de trabalho. Além disso, a Segurança Social apoia em 70% a parte do salário garantida aos trabalhadores, cerca de dois terços da remuneração original.

(Notícia atualizada às 11h38)

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