Sai Centeno, entra Leão. As reações à remodelação nas redes sociais

Mário Centeno vai deixar a pasta das Finanças. As reações, de políticos portugueses mas também de figuras nacionais, expressam elogios mas também dúvidas.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, vai ser substituído por João Leão, atual secretário de Estado do Orçamento. As reações ao anúncio já começaram a chegar, tanto elogios como críticas.

De dentro do Governo, o ministro Pedro Nuno Santos agradeceu o trabalho feito em conjunto com Centeno “nestes seis anos”. “Tivemos vários momentos de tensão saudável, mas em nenhum momento perdi a admiração e o respeito por ti”, destaca.

Rui Rio, presidente do PSD, publicou um vídeo no Twitter onde recupera algumas das suas declarações passadas e as coloca à luz do pedido de demissão de Centeno. “Na altura disse-o para memória futura. Esse futuro chegou! É o presente de hoje. Só não acerto no Totoloto”, remata o líder da oposição.

O antigo ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, já comentou a decisão, expressando apoio a João Leão, que diz ser “uma excelente escolha para o Ministério das Finanças”. “Foi o grande executor da política de consolidação orçamental dos últimos anos”, recorda Santos Pereira, apontando que esta escolha “dá as garantias necessárias que a prudência orçamental vai continuar”.

Já o deputado social-democrata Duarte Marques tece críticas à saída do ministro das Finanças, apontando que Mário Centeno “herdou um país em crescimento e recuperação após uma pré-bancarrota, assim que chegou a crise pôs-se ao fresco”, no seu perfil do Twitter. “Mais socialista do que isto é difícil”, concluiu.

Nuno Melo, eurodeputado do CDS, questionou o timing da decisão, apontando que é “difícil saber se a saída de Mário Centeno quando se discutem novas regras para o Banco de Portugal é coincidência”, no Twitter. Criticou ainda essa possibilidade, e disse que “nomear correligionários para presidirem órgãos de supervisão que devem ser isentos é um erro que já saiu caríssimo ao país”.

Lá fora, um dos pontos que é destacado é o facto de esta saída também representar um ponto final à liderança do Eurogrupo por parte de Centeno. Questionado sobre isto, o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, disse que não pode especular se Centeno também deixará o cargo de chefe do Eurogrupo de ministros das Finanças da zona do euro, segundo a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

“Terão de existir discussões agora sobre o futuro — não é um momento em que possamos especular. Posso dizer, no entanto, que eu e o Governo alemão temos uma ideia clara”, disse Scholz a repórteres, sem dar mais detalhes. Entretanto, Centeno já anunciou, no seu Twitter, que vai deixar a presidência do Eurogrupo a 13 de julho e não se vai recandidatar.

Já o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, deixa uma mensagem a Mário Centeno no Twitter apontando que este “fez um ótimo trabalho pela Europa”.

(Notícia atualizada pela última vez às 19h36)

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