SheerMe. Nesta comunidade pode partilhar, marcar e pagar as suas atividades de bem-estar

Lançou a Zomato em Portugal e, agora, está totalmente dedicado ao seu novo projeto: uma comunidade que agrega, promove e permite a marcação de atividades de bem-estar e beleza.

Hotéis, termas, osteopatas e espaços de mindfullness, serão mais de 3.000 em Portugal. Entre cabeleireiros e outros espaços de beleza, mais de 45 milhares. Para fitness, ioga e ginásios, cerca de 10 mil espaços. Os números estimados pela SheerMe foram um dos argumentos que levaram ao desenvolvimento do negócio ainda que, na cabeça de Miguel Alves Ribeiro, a ideia já andasse a passear há mais de dois anos.

Miguel percebeu que, existindo muita oferta na área de bem-estar e beleza, os negócios não tinham uma comunidade à altura do seu universo, uma espécie de ecossistema onde as pessoas pudessem partilhar as suas experiências. “O efeito de comunidade não existe”, sublinha em conversa com o ECO. No entanto, quando a ideia de criar a SheerMe surgiu, Miguel estava ainda a desenvolver a Zomato, projeto que lançou e encabeçou em Portugal desde o dia 1.

Em novembro de 2019, em viagem à Índia, decidiu falar com o CEO da Zomato e contar-lhe sobre os planos de deixar a empresa para se dedicar a um negócio seu. A intenção era fazê-lo apenas em setembro mas a pandemia acelerou os planos. “Com a Covid-19, começo a ver que é o momento certo para arrancar este projeto”, conta, ao ECO.

“A ideia estava na minha cabeça: uma plataforma que fosse um mix entre várias empresas dentro da área de wellness e beleza. Um maneira de marcar um barbeiro, saber mais sobre espaços com spa, personal trainers disponíveis e com as respetivas áreas de especialidade”, exemplifica o responsável.

A SheerMe nasce, assim, uma comunidade que vai contar com uma espécie de “perfil como um mini blog”, “um sítio onde os utilizadores podem partilhar feedback sobre o seu barbeiro favorito, locais preferidos para fazer exercício físico perto de casa e, também, onde podem agendar e pagar pelos serviços contratados e ainda consultar as melhores ofertas para determinada procura”.

Online desde esta segunda-feira, a SheerMe arranca como uma espécie de diretório de mais de 500 espaços em Lisboa mas os planos de expansão apontam para um aumento até 1.000 a 1.200 espaços no final deste mês. Em pipeline está ainda a expansão para outras cidades portuguesas, que deverá acontecer nos próximos meses.

Isto porque, por enquanto e, apesar de o modelo de negócio assentar numa comissão cobrada por cada reserva feita a partir da plataforma, a SheerMe arranca sem cobrar nada aos negócios listados. “Agora vamos dar visibilidade aos espaços e aumentar a rede de oferta disponível”, explica Miguel Alves Ribeiro.

“Queremos listar tudo o que existe numa cidade nesta área e funcionar como uma rede social de bem-estar. Por isso, será local de encontro para toda a gente que valoriza estas áreas e que quer e gosta de tratar de si”, detalha ainda. Além das áreas mais tradicionais, a SheerMe terá oferta específica para crianças e também outra dedicada aos períodos pré-natal. Por isso, o fundador acredita que será uma ferramenta para pessoas entre os 18 e os 80 anos, brinca.

Com uma equipa de seis pessoas que inclui as áreas de marketing, conteúdo e vendas, da core team da SheerMe fazem parte alguns dos cofundadores da Zomato em Portugal. Dez anos depois desse projeto, Miguel acredita que é hora de “deixar algo, um legado”. “Vou dar aquilo que tenho para dar. Era importante para mim, como empreendedor, fazer algo português, algo nosso”, conta, acrescentando que se, para a maioria das empresas, a pandemia foi um argumento para a transformação, no caso da nova empresa, o começo foi já “nesta nova realidade”. “Não faria mais sentido do que agora, foi a melhor altura de sempre para lançar um projeto destes e já estamos adaptados ao novo normal”, assinala.

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