Wood. Quando o bem-estar se encontra no local de trabalho

Aulas de ioga e workshops de mindfulness ou serviços de cabeleireiro e de manicure convivem bem com reservas de salas de reuniões. Como? Na app do Wood, novo espaço de cowork lisboeta.

O espaço para ioga, dinamizado pelo Siendo, tem aulas três vezes por semana.Francisco Nogueira

Muito trabalho? Simples: intercala-se a marcação da sala de reuniões com uma aula de ioga, uma massagem de relaxamento ou um penteado novo. Tudo através da aplicação do Wood, o novo espaço de cowork lisboeta em pleno Marquês de Pombal e onde o bem-estar divide protagonismo com o trabalho.

Com 200 lugares disponíveis e preços em mensais que começam nos 190 euros e podem chegar aos 3.800 euros (para escritórios de até oito pessoas), o Wood nasceu de uma necessidade. Os cinco fundadores — vindos de duas empresas, a Stone Capital (dona do prédio) e a South (que faz asset management de projetos como as Torres de Lisboa ou o Campus da Justiça), e o investidor privado a gestão das torres de Lisboa, Torre Ocidente, Campus de Justiça, com o outro terço, e depois temos o Sasha Wolf, que decidiu vir para Lisboa viver e investir — trabalhavam no mesmo espaço e começaram, eles mesmos, a providenciar atividades extra no espaço partilhado.

“As coisas foram-se criando ali e repararam que as pessoas estavam contentes, satisfeitas e que conseguiam balancear o tempo de trabalho com tempo para outras atividades. Notaram neles e nos colegas um aumento no bem-estar e na felicidade no trabalho”, conta Aimara Geissler, diretora do cowork. Com amigos com espaços semelhantes na cidade de Paris, os cinco fundadores pensaram que desenvolver um conceito semelhante, “com grande foco no wellness”, seria uma oportunidade em Portugal. “Uma equipa com quatro pessoas não vai contratar alguém para cuidar só dos temas de office management e das impressoras, ou do bem-estar. Sendo assim, no Wood, conseguem estar num espaço que já pensa nisso por eles. As pessoas sentem cada vez mais que faz sentido estar num lugar onde se sentem bem”, acrescenta.

As pessoas sentem cada vez mais que faz sentido estar num lugar onde se sentem bem.

Aimara Geissler

Diretora do cowork Wood

O projeto nasce num edifício lisboeta dos anos 60 — onde antes estavam escritórios do Novo Banco — e conta com espaços comuns, escritórios individuais, salas de reuniões de várias dimensões, um terraço e espaços de tratamentos de bem-estar como cabeleireiro — nas mãos do projeto Z Vegan Hair –, manicure e massagens.

A abertura em setembro marcou o arranque do projeto, que é uma permanente construção. “Na sala de beauty vamos ter massagens, osteopatia, homeopatia, serviços de cabeleireiro, barbeiro e manicure. Tudo dentro do edifício. As pessoas reservam e pagam na app, e basta virem usufruir do serviço”, explica a responsável.

Nos planos do Wood está, também, a expansão para novos espaços, por agora também em Lisboa. “Estamos muito ativamente à procura do segundo edifício, também em Lisboa, também em zona prime — que faz parte do posicionamento da marca –, porque queremos manter uma certa qualidade e prestígio, depois do investimento inicial que foi feito. O investimento a nível de fit out e decoração foi de 700 mil euros”, adianta Aimara, acrescentando que se trata de uma oportunidade de negócio detetada pela empresa. “Em Portugal, os espaços de cowork ainda são muito dedicados ao indivíduo — a pequenas equipas, ao nómada digital. Aqui temos espaço para essas equipas mas damos uma solução para uma empresa mais estabilizada que não queira ter certas preocupações com as corriqueirices do dia-a-dia. É aí que nós entramos, somos esse facilitador”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Wood. Quando o bem-estar se encontra no local de trabalho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião