ActivoBank dá borla aos clientes. Devolve juros do cartão de crédito

Clientes do ActivoBank vão ver devolvidos nas respetivas contas os juros de despesas efetuadas com o cartão de crédito a considerar nos extractos de maio, junho e julho.

Os clientes do ActivoBank que utilizem o cartão de crédito da instituição vão ter direito a uma “borla”. O banco online decidiu devolver o montante dos juros associados a operações efetuadas com o respetivo cartão de crédito durante um período de três meses.

“Neste momento de grandes desafios, o ActivoBank vai devolver os juros do cartão de crédito de todos os seus clientes em maio, junho e julho”, diz o banco liderado por Ricardo Campos numa mensagem enviada aos seus clientes.

De acordo com informação disponibilizada no site do banco online, a campanha de devolução de juros incide sobre os valores considerados nos extratos referentes aos meses de maio, junho e julho. Relativamente à devolução dos juros, esta será feita através da conta cartão no mês seguinte ao do débito dos juros, revela ainda a instituição.

Contudo, os clientes do banco só podem beneficiar dessa “borla” caso não se encontrem em incumprimento com o pagamento do valor mensal extratado.

Essa devolução acontece num período em que muitas famílias passam por dificuldades em cumprir com os seus compromissos financeiros devido às consequências económicas negativas da pandemia, mas em que também muitas se têm retraído no recurso ao crédito.

Os últimos dados disponíveis, referentes a abril, indicam que o recurso ao crédito ao consumo em Portugal atingiu mínimos de pelo menos sete anos. No caso dos cartões de crédito, o montante de financiamento disponibilizado caiu 57,62% nesse mês, para um valor em torno de 33 milhões de euros.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

ActivoBank dá borla aos clientes. Devolve juros do cartão de crédito

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião