Estudo europeu sugere TVDE 100% elétricos até 2025 para poupar ambiente e combustível

  • Lusa
  • 18 Junho 2020

“São veículos que estão permanentemente em circulação, na sua grande maioria a gasóleo", diz Francisco Ferreira. Não só as plataformas têm um papel neste processo, mas também os municípios.

Um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente, com a participação da ZERO, sugere que até 2025 os serviços de transporte em veículos ligeiros de passageiros descaracterizados devem ser em viaturas 100% elétricas, poupando combustível e o ambiente.

Em declarações à Lusa, Francisco Ferreira, da associação ambientalista ZERO, explicou que Portugal tem vindo a chamar a atenção para o “enorme peso” dos serviços TVDE na “poluição do ar de grandes cidades europeias”, não só em Lisboa.

“São veículos que estão permanentemente em circulação, na sua grande maioria a gasóleo, com o contributo quer em termos de poluentes de ar que afetam a sua qualidade, quer em termos de emissões de gases que provocam as alterações climáticas”, explicou.

Segundo Francisco Ferreira, as conclusões do estudo apontam que em Portugal, apesar de as contas terem sido feitas também para outras cidades europeias, “o ganho é de 4 cêntimos por quilómetro entre um veículo 100% elétrico e um a gasóleo, correspondendo a uma poupança de 19%, o que, para 60 mil quilómetros percorridos por ano considerados no estudo, permite uma poupança anual de 2.400 euros”.

O ganho é de 4 cêntimos por quilómetro entre um veículo 100% elétrico e um a gasóleo, correspondendo a uma poupança de 19%, o que, para 60 mil quilómetros percorridos por ano considerados no estudo, permite uma poupança anual de 2.400 euros.

Francisco Ferreira

Associação ambientalista ZERO

O objetivo, segundo Francisco Ferreira é que, até 2025, todos os serviços de TVDE “sejam prestados por veículos 100% elétricos, pelo menos nas grandes cidades”, considerando que até pode vir a ser antecipada a meta, tendo em conta as restrições de circulação que têm vindo a acontecer um pouco por toda a Europa.

De acordo com Francisco Ferreira, não só as plataformas têm um papel neste processo, mas também os municípios “que devem exigir nas suas zonas mais críticas zonas de zero emissões”.

Em Lisboa encontra-se prevista a possibilidade de uma nova zona de emissões reduzidas, no troço Avenida-Baixa-Chiado, que é “um elemento fundamental” para que a entrada de veículos com motor de combustão interna seja uma “verdadeira exceção”, recordou.

às autarquias caberia um papel importante na disponibilização de postos de carregamento pelas cidades, bem como nos bairros residenciais, distribuição essa que também caberia em parte às plataformas.

Francisco Ferreira lembrou ainda que os consumidores podem igualmente fazer a sua parte, ao escolherem para as suas viagens os veículos elétricos que as plataformas já disponibilizam, “logo viagens com uma pegada ambiental muito menor”.

De acordo com os dados revelados pela ZERO, os veículos 100% elétricos de tamanho médio são já, em média, 14% mais baratos do que os automóveis equivalentes a gasóleo, se forem efetuados carregamentos lentos durante a noite perto de casa e/ou carregamentos rápidos a taxas preferenciais.

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