PM britânico prepara novo plano para conseguir acordo pós-Brexit

  • Lusa
  • 22 Junho 2020

Boris Johnson pretende delinear esta semana com os seus ministros um novo plano sobre o futuro relacionamento do Reino Unido e a União Europeia para desbloquear as negociações.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pretende delinear esta semana com os seus ministros um novo plano sobre o futuro relacionamento do Reino Unido e a União Europeia (UE) para desbloquear as negociações, avançou o jornal económico Financial Times.

A comissão de estratégia do Governo para o Brexit vai avaliar esta semana as áreas em que um acordo pode ser alcançado, como a possibilidade de um compromisso em redor das condições equitativas em termos de direito laboral e ambiental exigidas pela UE, acrescenta o jornal.

“Segundo o compromisso discutido, o Reino Unido aceitaria as condições, mas reservaria o direito de divergir das regras da UE; nessas circunstâncias, a UE poderia punir o Reino Unido com tarifas sobre as suas exportações”, adianta.

As duas partes entraram em negociações em março para alcançar um acordo comercial pós-Brexit para entrar em vigor 1 de janeiro, quando terminar o atual período de transição, mas até agora não foi registado grande progresso.

Os pontos mais difíceis nas negociações são o acesso às águas de pesca do Reino Unido, as divergências sobre as regras da concorrência e o desejo de Bruxelas de vincular todos os aspetos do futuro relacionamento entre Londres e a UE num único ato jurídico.

As pescas são um dos principais problemas, uma vez que a UE pretende garantias de acesso contínuo às águas britânicas e retenção de direitos de pesca para 75 espécies, mas o Governo britânico quer dar prioridade aos pescadores britânicos e atribuir quotas aos barcos estrangeiros de forma anual.

Bruxelas definiu o final de outubro como prazo para conseguir concluir as negociações a tempo de garantir a ratificação pelos diferentes 27 Estados membros e Parlamento Europeu antes de 31 de dezembro, já que Londres rejeitou uma possível extensão do período de transição para além dessa data.

Na semana passada, Boris Johnson falou por videoconferência com a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, e outros dirigentes europeus e todos concordaram em dar “um novo impulso” e intensificar as negociações.

A partir de 29 de junho, as duas equipas negociadoras deverão passar a reunir-se todas as semanas até 31 de julho.

Boris Johnson mostrou-se confiante de que será possível chegar a um acordo com a União Europeia sobre o relacionamento pós-Brexit em julho, alegando que as posições de Londres e Bruxelas “não estão assim tão distantes”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PM britânico prepara novo plano para conseguir acordo pós-Brexit

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião