UE estuda excluir EUA quando reabrir fronteiras em julho

Na próxima semana, quando tomarem uma decisão sobre a reabertura de fronteiras externas a 1 de julho, os líderes europeus poderão deixar os viajantes dos EUA de fora, revela o NYT.

Os viajantes com origem nos EUA poderão continuar impedidos de entrarem na União Europeia depois da reabertura das fronteiras em julho. A notícia foi avançada pelo The New York Times (acesso condicionado), que teve acesso aos rascunhos dos planos que estão a ser estudados em Bruxelas.

Segundo o jornal, os líderes europeus estão a estudar duas potenciais listas de países cujos viajantes terão “luz verde” para entrar na União Europeia a partir de julho. Ambas incluem a China e países subdesenvolvidos, como o Uganda, Cuba e Vietname. Contudo, os EUA não fazem parte de nenhuma das duas listas — uma decisão que, a confirmar-se, será um cartão vermelho à forma como o Presidente Donald Trump tem gerido a pandemia no país.

Desde meados de março que os cidadãos norte-americanos não podem visitar a União Europeia, salvo exceções que passam por voos de repatriamento ou viagens tidas como “essenciais”. Uma decisão final deverá ser tomada na próxima semana, para entrar em vigor a 1 de julho, acrescenta o The New York Times.

Com mais de 2,3 milhões de casos registados, os EUA continuam a ser o país mais fustigado pela pandemia, sendo também responsáveis por uma “fatia” relevante dos novos casos reportados diariamente a nível mundial. Em contrapartida, a situação é diversa nos vários países da UE, com alguns a terem a pandemia sob controlo e outros a registarem surtos esporádicos em algumas regiões.

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