Espanhóis da Global Portfolio reforçam nos CTT. Já controlam mais de 10%

O fundo espanhol detido pela empresa de moda infantil Indumenta Pueri reforçou a posição nos CTT e controla agora mais de 10% da companhia. É agora o segundo maior acionista. 

Há um novo investidor de peso no capital dos CTT CTT 0,24% . Os espanhóis da Global Portfolio Investments reforçaram a posição na empresa postal portuguesa, detendo agora mais de 10% das ações e posicionando-se como o segundo maior acionista do grupo liderado por João Bento.

A Global Portfolio Investments não é totalmente desconhecida entre a estrutura acionista dos CTT, mas a empresa aproveitou o contexto de desvalorização do mercado acionista para reforçar significativamente a posição. O fundo controla agora perto de 10,04% da empresa postal, um aumento face aos 5,66% que detinha até aqui.

A informação foi comunicada esta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), por tratar-se de uma posição qualificada numa empresa na bolsa portuguesa. Os mais de 10% da Global Portfolio Investments coloca este fundo com sede em Málaga na segunda posição da tabela da estrutura acionista dos CTT, destronando o fundo GreenWood Builders e mesmo o Norges Bank, fundo soberano da Noruega. É apenas superada pelos 13,12% controlados pela holding Manuel Champalimaud, antiga Gestmin.

De acordo com a informação comunicada ao regulador nacional, a Global Portfolio Investments tem como beneficiário último a Indumenta Pueri, “uma empresa com sede social e residência fiscal em Espanha”. A principal atividade da Indumenta Pueri “é o design, produção, comercialização e distribuição de moda infantil”, através da subsidiária Myoral Moda Infantil.

“O grupo tem outras subsidiárias cuja atividade é investir os excedentes de liquidez do grupo no mercado de capitais”, lê-se ainda na mesma comunicação ao mercado. A posição nos CTT tem já vários anos e, em 2017, foi transferida para a Global Portfolio pela Wilmington Capital.

“Em 12 de junho de 2020, o BCE notificou a Global Portfolio Investments da sua não oposição relativamente à aquisição da posição qualificada acima de 10% do capital e direitos de voto dos CTT”, sublinha a mesma nota.

O reforço do grupo espanhol acontece no dia em que, no sentido inverso, outro acionista deixou a lista de investidores qualificados do grupo CTT. Trata-se da gigante BlackRock, até aqui com 2,05% dos CTT, e que vendeu ações do grupo, reduzindo a posição para um patamar abaixo dos 2%, perdendo o estatuto de acionista qualificado.

Evolução das ações dos CTT na bolsa de Lisboa

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Espanhóis da Global Portfolio reforçam nos CTT. Já controlam mais de 10%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião