Um em cada quatro cidadãos da UE subornaria um funcionário público para agilizar processos

Se na Croácia mais de metade das pessoas consideram aceitável subornar um funcionário público para agilizar questões administrativas urgentes, em Portugal apenas uma em cinco pessoas admite fazê-lo.

Um em cada quatro cidadãos da União Europeia (UE) considera aceitável subornar um funcionário público para agilizar questões administrativas urgentes, revela o inquérito da Agência de Direitos Fundamentais da UE publicado esta quarta-feira, citado pelo Politico (acesso livre, conteúdo em inglês).

É entre os mais jovens que a tendência é mais abrangente. Quase metade dos europeus com menos de 30 anos admite a possibilidade de subornar uma funcionário do Estado. Já no que diz respeito à geografia, há diferenças quanto ao grau em que a corrupção é considerável aceitável entre os países do espaço Schengen. Se na Eslováquia, República Checa e Croácia mais de metade das pessoas admitem fazê-lo, em Portugal, Suíça, Finlândia ou Malta apenas um e cada cinco cidadãos ou menos o consideram aceitável.

Quanto aos direitos humanos, em 11 dos 27 Estados-membros da UE, pelo menos 50% dos inquiridos “concordam ou concordam totalmente” que os abusos relacionados com os direitos humanos não são um problema no seu país. Ao mesmo tempo, nove em cada dez europeus consideram que os direitos humanos permitem criar uma sociedade mais justa no seu país.

Por outro lado, mais de 66% dos inquiridos concorda com a afirmação de que “as únicas pessoas que beneficiam dos direitos humanos são aquelas que não os merecem, como criminosos e terroristas”, sendo que esta visão é mais comum entre idosos, já que 38% das pessoas com mais de 65 anos concorda com a afirmação. Este inquérito foi realizado entre janeiro e outubro de 2019 e incluiu os 27 Estados-membros da UE, bem como, o Reino Unido e a Macedónia do Norte, envolvendo entre mil a três mil inquiridos por país.

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