Portugal entre os melhores em inquérito da OCDE à literacia financeira dos adultos

Inquérito da OCDE coloca Portugal na sétima posição em matéria de literacia financeira dos adultos num ranking de 26 Estados. País sai-se melhor nas atitudes e comportamentos que nos conhecimentos.

Portugal sobressai pela positiva num estudo da OCDE que procurou avaliar o grau de literacia financeira dos adultos num conjunto de 26 países. Nessa avaliação, ocupa a sétima posição, sendo que entre os países europeus salta para o quinto posto.

“Portugal ficou em sétimo lugar no indicador global de literacia financeira no inquérito internacional à literacia financeira dos adultos 2020 promovido pela International Network on Financial Education da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE/INFE) junto de 26 países”, refere um comunicado do Conselho Nacional de Supervisores Financeiros disponível no site do Banco de Portugal (BdP).

Neste ranking global, onde Hong-Kong ocupa a melhor posição, Portugal fica ainda apenas atrás da Eslovénia, Áustria, Alemanha e Estónia.

Apesar da avaliação global, os portugueses apresentam, contudo, um melhor grau de literacia financeira em termos de comportamento e atitudes do que em matéria de conhecimentos financeiros.

Ranking de literacia financeira

Quanto à avaliação de conhecimentos financeiros, Portugal teve quatro pontos (de sete pontos possíveis), abaixo da média dos países participantes (4,4).

“Nas questões sobre conhecimentos financeiros, a generalidade dos entrevistados portugueses respondeu corretamente à questão sobre o valor de juros a pagar no empréstimo de 25 euros por um dia (87,4%), acima da média dos países participantes. A maioria respondeu também corretamente às questões sobre a relação entre inflação e custo de vida (74,7%), sobre a relação entre retorno e risco de um investimento (72%) e sobre o efeito de perda de poder de compra resultante de uma taxa de inflação de 2% (55,8%), resultados ainda assim abaixo da média dos países participantes”, diz o BdP.

“Quando questionados sobre o cálculo de juros simples e compostos, os portugueses apresentaram resultados menos positivos, já que o nível de respostas corretas foi de 42,6% e 19,8%, respetivamente, abaixo da média dos países participantes”, é ainda explicado.

Relativamente aos temas relacionados com comportamentos financeiros, Portugal alcançou 5,9 pontos (em nove pontos possíveis), acima da média dos países participantes (5,3).

“Quando confrontados com um problema pontual de rendimento insuficiente, a generalidade dos entrevistados não pediu dinheiro emprestado (90,1%), percentagem significativamente acima da média dos países participantes”, salientam as conclusões do estudo que remetem ainda para resultados acima da média nas afirmações: ‘Pago as minhas contas a tempo’ (89,1% concorda com esta afirmação); ‘Antes de comprar qualquer coisa pondero com cuidado se posso suportar esse custo’ (84,1% concorda com esta afirmação); e ‘Controlo pessoal e sistematicamente as minhas finanças pessoais’ (79,4% concorda com esta afirmação).

Já no indicador de atitudes financeiras, Portugal obteve com 3,2 pontos, acima da média dos países participantes (três pontos). “Os resultados neste indicador decorrem da avaliação dos entrevistados sobre as afirmações: ‘Vivo para o presente e não me preocupo com o futuro’, ‘Dá-me mais prazer gastar dinheiro do que poupar para o futuro’ e ‘O dinheiro existe para ser gasto'”, diz ainda o estudo.

Para além de Portugal, o estudo abrangeu ainda a Alemanha, Áustria, Bulgária, Colômbia, Coreia do Sul, Croácia, Eslovénia, Estónia, França, Geórgia, Hong Kong, Hungria, Indonésia, Itália, Malásia, Malta, Moldávia, Montenegro, Peru, Polónia, República Checa, República da Macedónia do Norte, Roménia, Rússia e Tailândia.

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