Deixar falir a TAP “não é uma hipótese”, diz Marcelo

Presidente da República defendeu que seja adotada pelo Governo "a melhor solução possível" para que a companhia aérea continue a servir os propósitos nacionais. Rejeitou a possibilidade de falência.

Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta terça-feira que seja adotada pelo Governo “a melhor solução possível” para que a companhia aérea continue a servir o interesse nacional, nomeadamente na ligação às regiões autónomas, às comunidades portuguesas noutros países e aos PALOP. Rejeitou a possibilidade de falência.

Certamente que não é uma hipótese que permita a Portugal ter uma empresa que salvaguarde o interesse português“, respondeu Marcelo Rebelo de Sousa quando questionado sobre a possibilidade de a companhia aérea falir. O presidente da República reagiu assim, em declarações transmitidas pela RTP3, à possibilidade de nacionalização da empresa.

O Governo previu, no Orçamento Suplementar, uma verba máxima de 1.200 milhões de euros para injetar na TAP, mas não conseguiu chegar a acordo com o acionista privado David Neeleman. O ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos confirmou esta terça-feira no Parlamento que os acionistas privados chumbaram a proposta de ajuda feita pelo Estado.

Há, no entanto, uma alternativa à nacionalização da TAP. Humberto Pedrosa está a negociar a compra da posição de David Neeleman na Atlantic Gateway, a sociedade dos privados que tem 45% da TAP, por um valor em torno dos 45 milhões de euros, segundo apurou o ECO. O próprio Presidente da República admitiu que há “vários cenários” ainda em cima da mesa, recusando fazer mais comentários sobre um “processo que está em curso.

“Para mim, o que interessa é que, neste momento, a solução que se encontre seja a melhor solução possível — digo possível porque as companhias de aviação estão todas numa situação dramática — para continuarmos a ter uma TAP portuguesa. Portuguesa quer dizer que prossiga o interesse de Portugal em três facetas fundamentais de ligação entre o continente e ilhas autónomas, comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e países de língua oficial portuguesa”, sublinhou Marcelo.

(Notícia atualizada às 18h15)

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