BE quer nacionalização da TAP, mas exige “estratégia que se perceba”

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda (BE), é a favor da nacionalização da TAP. Mas exige uma "estratégia que se perceba", assente em critérios de "interesse público".

O Bloco de Esquerda (BE) é a favor da nacionalização da TAP, mas a dirigente Catarina Martins avisa que é preciso um “programa estratégico” claro e com “critérios de interesse público e de defesa do interesse estratégico nacional”.

“Sendo preciso injetar dinheiro na TAP, então deve ser nacionalizada. Não podemos estar a injetar dinheiro para apoiar acionistas privados que têm estado nos últimos anos a destruir verdadeiramente a TAP”, disse Catarina Martins, em declarações transmitidas pela RTP3.

Dito isto, e numa altura em que o desfecho mais provável é o da nacionalização da companhia aérea, Catarina Martins reforçou que, com a nacionalização, é necessário garantir que a empresa continuará a operar “com uma estratégia que se perceba”, para que todos os portugueses “possam compreender que o seu esforço coletivo está a servir para salvaguardar a TAP”.

“A nacionalização precisa de um programa estratégico. Precisamos que a TAP sirva perfeitamente Portugal, sirva efetivamente a população e a economia. Queremos a nacionalização, mas com uma estratégia”, reforçou a líder bloquista.

O ECO confirmou esta terça-feira que o Governo se prepara para nacionalizar a TAP, depois de o acionista privado Atlantic Gateway, dono de 45% da empresa, ter rejeitado as condições do empréstimo de emergência de 1.200 milhões de euros do Estado à companhia.

O Governo quer que o empréstimo possa ser convertido em capital, uma condição que o privado rejeita. Em simultâneo, David Neeleman exige 65 milhões de euros pela posição, o que foi considerado inviável pelo Governo.

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