Alunos nas escolas, férias mais curtas. O próximo ano letivo será mais longo

O próximo ano letivo será mais longo para quem não tem exames e as férias da Páscoa serão mais curtas. O Governo suspendeu também a devolução dos manuais escolares.

O próximo ano letivo será mais longo para quem não tem exames, as férias da Páscoa serão mais curtas e as escolas poderão funcionar em vários regimes, sendo que o presencial será a regra. Estas são algumas medidas anunciadas pelo ministro da Educação, para o próximo ano letivo, que foram aprovadas em Conselho de Ministros na quinta-feira.

“Aumentamos o número de dias de aulas no próximo ano, encurtando a pausa letiva da Páscoa e prolongando a duração do ano letivo para os anos de escolaridade que não estão sujeitos a exame”, adiantou Tiago Brandão Rodrigues, em declarações transmitidas pelas televisões. O objetivo é “proporcionar mais tempo de aprendizagem”, bem como para “acautelar o que possa acontecer”.

Quanto ao funcionamento das escolas, existem três regimes diferentes: presencial, misto e não presencial. A regra é o presencial, “com possibilidade de gestão mais flexível dos horários, espaços escolares que existem e créditos horários”, de forma a serem cumpridas as normas de segurança. Na manutenção do regime presencial serão privilegiados os alunos do pré-escolar, do 1.º e do 2.º ciclo, acrescentou.

Já os regimes misto, em que os alunos alternam entre períodos presenciais e sessões síncronas à distancia, e não presencial, irão “funcionar única e exclusivamente em situação contingencial”, explicou o ministro. O objetivo é também que as escolas preparem estas possibilidades, para terem uma resposta mais rápida.

Tiago Brandão Rodrigues referiu também que as cinco primeiras semanas de aulas destinam-se a “trabalho centrado na recuperação das aprendizagens” e revelou que foi suspensa a devolução dos manuais escolares. Isto depois de ter sido aprovado, no Orçamento Suplementar, uma medida do CDS que suspende a devolução dos manuais escolares utilizados durante o ano letivo de 2019/2020, com o objetivo de ajudar nesta recuperação, uma medida que, nessa votação, mereceu o voto contra do PS.

O ministro anunciou ainda que existirão mais professores naquele que é conhecido como “crédito horário”, o que permitirá um reforço do número de docentes disponíveis, para que os conselhos pedagógicos possam construir respostas mais adequadas neste contexto. Por fim, Brandão Rodrigues adiantou também as escolas vão receber “cerca de mais 600 assistentes operacionais e 200 assistentes técnicos”.

(Notícia atualizada pela última vez às 17h36)

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