Galp e EDP arrastam bolsa de Lisboa para o vermelho

A praça bolsista nacional acompanhou o sentimento negativo que marcou as pares europeias na última sessão da semana. Em Lisboa, a Galp Energia e a EDP foram os títulos que mais pesaram no PSI-20.

Após um arranque de sessão positivo, a bolsa nacional inverteu acabando por terminar em terreno negativo. Ficou em linha com as pares europeias que acusaram os receios em torno do coronavírus e a instabilidade política em França, após a demissão do primeiro-ministro francês. Em Lisboa, o desempenho negativo foi marcado sobretudo pelo recuo das ações da Galp Energia e da EDP.

O PSI-20 desvalorizou 0,54%, para os 4.405,06 pontos, com 12 títulos em terreno negativo, quatro em alta e dois inalterados. Na Europa, as perdas foram um pouco mas dilatadas, com o Stoxx 600 — índice que agrega as 600 principais capitalizações bolsistas do Velho Continente — a recuar 0,9%.

O rumo negativo nas praças bolsistas europeias acaba por acusar o difícil equilíbrio em torno da pandemia, numa altura em que a evolução dos contágios dita travões ou recuos no desconfinamento em alguns locais.

“Temos três elementos agora: esperança na vacina, dados [económicos] decentes na maioria dos países, mas também o retorno das taxas de infeção, o que pode elevar o nervosismo”, explicou Kit Jukes, estratega do Société Génerale, citado pela Reuters.

Em Lisboa, a Galp Energia foi o título que mais contribuiu para o recuo do PSI-20. As ações da petrolífera desvalorizaram 1,33%, para os 10,385 euros, alinhada com a queda em torno de 1% registada nas cotações do petróleo.

Já a EDP corrigiu do disparo da sessão anterior, acabando por perder 0,76%, para os 4,452 euros, ajudando a pressionar o índice lisboeta. As perdas mais dilatadas acabaram por ser registadas pela NOS. As ações da telecom recuaram 1,8%, para os 3,61 euros.

Em contraciclo, sobressaiu a EDP Renováveis que perante uma subida de 0,79%, para os 12,82 euros, impediu um recuo mais acentuado para o PSI-20.

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