TAP: IL pede a ministro que envie ao parlamento “plano de liquidez acordado” com empresa

  • Lusa
  • 5 Julho 2020

As condições do plano de liquidez são essenciais para "perspetivar o futuro da empresa" e a "viabilidade de o apoio agora concedido vir a ser recuperado”, defende João Cotrim Figueiredo.

O deputado único da Iniciativa Liberal (IL) requereu este sábado ao ministro de Estado e das Finanças, João Leão, que envie à comissão parlamentar de Orçamento e Finanças “o plano de liquidez acordado com a TAP”.

“Assim, ao abrigo das disposições regimentais e constitucionais, o deputado único representante da Iniciativa Liberal requer que o ministro de Estado e das Finanças envie a esta comissão, com caráter de urgência, o plano de liquidez acordado com a TAP”, assinala João Cotrim Figueiredo. Na ótica do deputado único, “é de evidente interesse público que este plano de liquidez seja conhecido dos portugueses e devidamente escrutinado pela Assembleia da República”.

No documento, o líder da IL refere que o secretário de Estado do Tesouro afirmou que, para a concessão de um auxílio de Estado à TAP, “’é necessária a concretização de um plano de financiamento, aprovado e assinado com o Estado’, que tem ‘condições associadas ao acompanhamento e escrutínio detalhado da implementação do auxílio, com base num plano de liquidez que foi cuidadosamente estruturado’ para os seis meses seguintes, uma vez que esta seria a data limite para a TAP fazer um plano de reestruturação ou devolver o montante recebido pelo Estado”.

Já na quinta-feira, Miguel Cruz “firmou que a TAP será auxiliada pelo Estado em várias tranches ‘associadas a um plano de liquidez que foi trabalhado com dados da TAP, sempre em articulação com a TAP, e que fez parte do processo de notificação à Comissão Europeia’”, continua o requerimento enviado ao presidente da Comissão de Orçamento e Finanças.

“As condições deste plano de liquidez não são conhecidas, apesar de serem essenciais para perspetivar o futuro da empresa, agora detida pelo Estado em 72,5%, e a viabilidade de o apoio agora concedido vir a ser recuperado”, defende João Cotrim Figueiredo.

Na sua ótica, “os portugueses, acionistas maioritários da empresa, têm o direito de saber se a TAP, já altamente endividada, irá conseguir reembolsar este empréstimo ou se, pelo contrário, irá necessitar, no curto prazo, de ainda mais dinheiro dos seus impostos”.

Na quinta-feira à noite o Governo anunciou que chegou a acordo com os acionistas privados da TAP, passando a deter 72,5% do capital da companhia aérea, por 55 milhões de euros. Até agora, a participação do Estado na TAP era de 50%.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

TAP: IL pede a ministro que envie ao parlamento “plano de liquidez acordado” com empresa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião