Reestruturação será um “desafio grande para os trabalhadores” da TAP, diz Pedro Nuno Santos

Depois de António Costa, foi a vez de Pedro Nuno Santos admitir que a reestruturação levará ao corte de postos de trabalho na companhia aérea. Mas terá de acontecer para tornar a TAP viável.

António Costa foi o primeiro a admitir que haverá despedimentos na TAP. Pedro Nuno Santos, que tem afirmado que não é uma impossibilidade fazer a reestruturação sem cortes no número de trabalhadores, mas agora já admite que será necessário encolher a força de trabalho. Diz que para a companhia aérea ser viável, será um “desafio grande” para os milhares de funcionários da empresa.

Se no momento em que anunciou o acordo com os privados, que elevou a posição do Estado para 72,5% do capital da empresa, o ministro das Infraestruturas disse que não era dado a “inevitabilidades”, questionado sobre os despedimentos, em entrevista ao Jornal da Noite, na SIC, admitiu que haverá despedimentos.

"O Governo não deve fazer especulação. Não é um processo fácil… Será um desafio grande para trabalhadores da empresa”

Pedro Nuno Santos

Ministro das Infraestruturas

“Uma intervenção deste montante [1.200 milhões de euros] obrigaria sempre que fizéssemos uma reestruturação à empresa. Está sobredimensionada”, disse Pedro Nuno Santos. Uma TAP grande ou pequena? Queremos uma TAP viável“, disse.

Para isso, “olhamos para as rotas, os aviões e quadros” da empresa. “Terão de diminuir”, atirou o governante, seguindo o que já antes o primeiro-ministro tinha afirmado. António Costa disse que a reestruturação “vai implicar diminuição do número de rotas, de aviões e isso terá consequências sobre emprego da TAP, não vale a pena estarmos aqui com ilusões. Em qualquer operação há dor”.

Questionado sobre a dimensão dos cortes, Pedro Nuno Santos escusou-se a avançar com números. “O Governo não deve fazer especulação. Este não é um processo fácil… Será um desafio grande para trabalhadores da empresa“, rematou.

O governante diz, nesta entrevista à SIC, que a reestruturação será um processo complexo, até porque “temos de encontrar um equilíbrio difícil: uma reestruturação que garanta a viabilidade, mas que não ponha em causa a TAP que precisamos para a economia nacional“.

(Notícia atualizada às 20h38 com mais informação)

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