Governo “disposto” a pagar por novo CEO para a TAP. “Mais caro é ter um gestor sem competências”, diz Pedro Nuno Santos

Governo já tinha anunciado que vai contratar uma empresa especializada para encontrar nova equipa de gestão para a companhia aérea. Ministro garante que está disposto a pagar por isso.

O Governo está à procura no mercado internacional de um gestor para liderar a TAP. Apesar de considerar que há talento em Portugal, o ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos diz que o setor assim o obriga e garante o Estado está “disposto” a pagar pelo cargo de topo.

“Não podemos ficar restringidos a Portugal. Se queremos gestores qualificados e com competência, temos de ir ao mercado, que é onde eles estão a trabalhar num setor muito global e específico, e temos de estar dispostos a pagar aquilo que custa um gestor qualificado“, disse Pedro Nuno Santos, em entrevista à SIC. “O mais caro é termos um gestor sem competências“.

Foi anunciado esta quinta-feira o acordo entre o Governo e os acionistas privados da TAP, que passa por um aumento da posição pública na companhia aérea para 72,5%. Pelo capital que não detém, o Estado vai pagar 55 milhões de euros. O reforço — que desbloqueia o apoio público de até 1.200 milhões de euros — implica a saída imediata o CEO Antonoaldo Neves.

O brasileiro será substituído de forma temporária até que uma empresa especializada para procurar gestores especializados no mercado internacional encontre uma nova equipa de gestão definitiva.

“Quando digo internacional é porque neste mercado temos mesmo de procurar no global. Não quer dizer que não tenhamos gestores altamente qualificados no nosso país, mas não podemos ficar restringidos a Portugal”, frisou o governante.

O ministro afirmou que a contratação de uma empresa especializada “permite também tentar ganhar alguma credibilidade dos portugueses e confiança na relação que o Estado vai ter cm a própria empresa”. Acrescentou: “Não vamos nomear comissários políticos para a gestão da TAP. Precisamos de gente altamente qualificada e seguir os procedimentos que as grandes empresas fazem“.

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