DGS revê em alta os números da pandemia. Há mais 542 infetados, 342 nas últimas 24 horas

A Direção-Geral da Saúde (DGS) reviu em alta os números da pandemia, depois de ter detetado 200 casos que ainda não tinham sido incluídos nos números oficiais. O total de casos sobe para 46.221.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) reviu em alta os números da pandemia, tendo incluído nos dados epidemiológicos duas centenas de casos que ainda não tinha registado nos boletins desde o final do mês passado. O número total acumulado de infetados é agora de 46.221.

Com esta revisão, que já tinha sido sinalizada pela DGS na sexta-feira e que inclui todos os boletins emitidos desde o dia 30 de junho, o número de casos de Covid-19 sobe em 542 este sábado, mas dos quais somente 342 são casos detetados nas nas últimas 24 horas. Destes novos casos, quase 76% foram detetados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Morreram mais oito pessoas vítimas da doença, elevando para 1.654 o número total de óbitos desde o início do surto no país. Há também 30.655 pessoas que já foram dadas como recuperadas da doença.

Boletim de 11 de julho, já atualizado

Desta feita, o cenário já revisto pelas autoridades de saúde aponta agora para 22.385 casos registados em Lisboa e Vale do Tejo, um número que compara com os 21.926 casos nesta área que tinham sido reportados pela DGS na edição do boletim epidemiológico desta sexta-feira. Mediante a revisão, esse número seria, afinal, de 22.126 casos, mostra agora o boletim atualizado. Quanto ao número de óbitos na região, são agora contabilizados 535.

No resto do país, a região Norte contabiliza 18.068 casos de Covid-19 e 821 óbitos, enquanto a região Centro regista 4.255 casos e 250 mortes. O Alentejo regista 570 casos e 18 óbitos e o Algarve 695 casos e 15 mortes. Nas ilhas, os Açores já contabilizaram 153 casos e 15 mortes, enquanto a Madeira regista 95 casos e nenhum óbito a lamentar.

Mais de 500 pessoas internadas

O último boletim epidemiológico atualizado da DGS aponta para a existência de 527 pessoas sujeitas a internamento hospitalar. Deste número, 459 pessoas estão em internamento em enfermaria geral e 68 pessoas estão em unidades de cuidados intensivos, o que representa a parcela de casos mais graves e que inspiram mais cuidados médicos.

1.705 pessoas aguardam o resultado laboratorial do teste de diagnóstico à Covid-19 e 34.303 pessoas estão sob vigilância ativa das autoridades de saúde. Isto acontece por terem estado perto ou em contacto com pessoas que, entretanto, foram diagnosticadas com o novo coronavírus. Desde o início do ano, já foram detetados 403.748 casos suspeitos. Destes, 355.822 foram infirmados, isto é, acabaram por não se confirmar.

Revisão deveu-se a 200 casos não registados

Apesar da subida no número de casos, o dia fica mesmo marcado pela revisão em alta dos números da pandemia em Portugal. Não foi surpresa, na medida em que a DGS já tinha sinalizado, ao final da tarde desta sexta-feira, que o iria fazer. Em causa, todos os boletins epidemiológicos desde 30 de junho.

A atualização levou, assim, a um acréscimo de 200 casos nos números da pandemia, casos esses que ainda não tinham sido contabilizados para o total. O problema ter-se-á prendido com o dia 3 de julho, na medida em que já os últimos boletins vinham com a indicação de que 200 notificações (casos) ainda não estariam distribuídas.

“Os dados referentes a ARSLVT [Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo] no dia 3 de julho tiveram como fonte os dados agregados dos respetivos ACES [Agrupamentos de Centros de Saúde]. Optou-se por esta fonte porque a não notificação laboratorial no SINAVE LAB por um parceiro privado entre 30 de junho e 3 de julho originou cerca de 200 notificações cuja distribuição ainda carece de análise”, lia-se num aviso que acompanhou as últimas edições do boletim.

(Notícia atualizada pela última vez às 14h46)

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