Coronavírus leva empresas a emitir um bilião em nova dívida este ano

O montante de dívida privada no mundo deverá subir 12% em 2020, para o valor mais elevado de sempre. O aumento deve-se à situação de pandemia e acompanha o reforço do endividamento dos países.

A dívida de empresas deverá aumentar um bilião de dólares (equivalente a cerca de 885 mil milhões de euros). O montante estimado de nova dívida privada a emitir no total de 2020 representa um aumento de 12% face ao ano passado, para o valor mais elevado de sempre.

As empresas do mundo vão emitir mais dívida para fazer face às necessidades de financiamento geradas pela pandemia, de acordo com as estimativas da Janus Henderson citadas pela Reuters. O estudo da gestora de ativos incluiu inquéritos com 900 empresas de vários países diferentes. As conclusões indicam que o endividamento privado poderá subir 12% (o ano passado cresceu 8%) para um total de obrigações vivas de 9,3 biliões de dólares (cerca de 8,2 biliões de euros).

Se no ano passado, as empresas procuravam financiamento no mercado para operações de fusões e aquisições ou para financiar programas de recompra de ações, as causas são agora muito diferentes. “A Covid-19 mudou tudo”, explicou Seth Meyer, gestor da Janus Henderson à Reuters. “Agora, a razão é preservar capital e fortalecer o balanço”.

Entre janeiro e maio, a emissão de dívida privada no mundo foi de 384 mil milhões de dólares. Em Portugal, o Benfica fechou uma emissão de dívida para investidores de retalho na semana passada, enquanto empresas como a Galp ou EDP também já foram ao mercado desde o início do ano. A projeção da Janus Henderson é que, nas próximas semanas, a emissão de dívida high yield atinja máximos históricos devido à onda de revisões em baixa de rating associada também aos efeitos da pandemia.

O endividamento privado acompanha o disparo no aumento da dívida pública global. Segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida pública mundial vai atingir um nível inédito este ano, representando 101,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do que no fim da Segunda Guerra Mundial.

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