Países da OPEP perderam 18% das receitas petrolíferas em 2019

  • Lusa
  • 13 Julho 2020

O preço do petróleo caiu e fez com que 13 países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo tivessem receitas das exportações 18% abaixo das registas em 2018.

A queda do preço do petróleo e a perda de mercados em 2019 fizeram com que os 13 países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tivessem receitas das exportações 18% abaixo das registadas em 2018.

Segundo os dados do Boletim Estatístico Anual divulgado esta segunda-feira pela OPEP, no caso da Venezuela, a queda chegou a 35%.

As receitas por exportação de petróleo dos Estados da OPEP caíram para 564.889 milhões de dólares, quando tinham ficado em 692.269 milhões em 2018.

O país que registou o maior recuo nas exportações foi o Irão, que passou de 60.519 milhões em 2018 para 19.233 milhões de dólares em 2019, uma queda de 68%, devido às sanções impostas pelos Estados Unidos.

No caso da Venezuela, outro país submetido a sanções dos Estados Unidos, as exportações passaram de 34.657 milhões de dólares em 2018 para 22.492 milhões de 2019.

A OPEP reduziu a sua produção em 1,86 milhões de barris diários em 2019, o que representa uma queda de 6%, enquanto os países fora da organização registaram uma subida de 1,3 milhões de barris por dia, o que equivale a um crescimento de 2,9%.

A descida nas exportações já representava um problema para as contas públicas dos países produtores antes da pandemia de Covid-19, que levou a procura mundial a descer para níveis inéditos.

Desde maio, a aliança OPEP+, formada pelos países que integram a organização e um grupo de 10 outros produtores, liderados pela Rússia, começou a aplicar cortes ainda maiores, de cerca de 9,7 milhões de barris por dia, para contrariar a queda na procura.

Ficaram isentos deste compromisso a Venezuela, o Irão e a Líbia, devido a quedas involuntárias das extrações causadas por sanções, crises económicas e conflitos armados.

O secretário-geral da OPEP, Mohamed Barkindo, assegurou hoje, durante a apresentação do relatório, que graças a este corte o objetivo de alcançar um “mercado equilibrado” está “mais perto”.

O comité da OPEP+, copresidido pela Arábia Saudita e Rússia, realiza na quarta-feira uma reunião por videoconferência para avaliar as condições de mercado e decidir a política de cortes a seguir.

Se nada for alterado, a redução vigente será moderada para 7,7 milhões de barris diários entre agosto e dezembro e 5,8 milhões entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Países da OPEP perderam 18% das receitas petrolíferas em 2019

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião