Petróleo está abaixo dos 40 dólares em Nova Iorque

O preço do petróleo cai nos dois lados do Atlântico, na sequência da possibilidade de a OPEP+ vir a aliviar o corte na produção de petróleo acordado em abril, já a partir de agosto.

O petróleo volta a estar sob pressão nos mercados internacionais, numa altura em que um grupo de países produtores de petróleo, incluindo a Arábia Saudita, tentam que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados aumentem a produção de matéria-prima a partir de agosto.

O barril do Brent — referência para as importações nacionais — desvaloriza 1,25%, para os 42,70 dólares, no mercado londrino, contrastando com a valorização de 1,03% registada na sessão anterior. Já o WTI transaciona em Nova Iorque a perder 1,43%, a negociar nos 39,97 dólares, após ter valorizado acima dos 2% na sessão anterior.

A pressão sobre os preços do petróleo acontece depois de no fim de semana ter sido revelada a possibilidade de o grupo OPEP+ — que incluindo países aliados liderados pela Rússia — vir a aliviar o atual corte na produção, dos 9,2 milhões de barris por dia acordados em abril, para um corte de apenas 7,7 milhões de barris diários, ou seja, mais dois milhões de barris que poderão ser produzidos pelo grupo.

Segundo o The Wall Street Journal, os países da OPEP e os aliados vão voltar à mesa das negociações esta quarta-feira, onde deverá ser analisado este aumento na produção de petróleo e a evolução da procura pela matéria-prima. Depois de o confinamento ter levado a uma queda significativa no consumo, este está agora a recuperar.

A Agência Internacional de Energia (AIE) reviu em alta as previsões para a procura global de petróleo este ano. No relatório publicado na semana passada, estimou que o mercado global irá absorver uma média de 92,1 milhões de barris de petróleo por dia este ano, ou seja, menos 7,9 milhões de barris do que em 2019, mas também mais 400.000 barris do que tinham estimado em junho. Esta revisão surgiu porque a queda da procura no segundo trimestre foi menor do que o previsto.

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