Estudo prova “inegáveis vantagens” na reabertura da Linha de Leixões a passageiros

  • Lusa
  • 14 Julho 2020

Câmara de Matosinhos pediu estudo a entidade externa que demonstra a viabilidade da reabertura da Linha de Leixões a passageiros e as “inegáveis vantagens” na mobilidade municipal e metropolitana.

Um estudo de uma entidade externa, a pedido da Câmara de Matosinhos, demonstra a viabilidade da reabertura da Linha de Leixões a passageiros e as “inegáveis vantagens” na mobilidade municipal e metropolitana, adiantou à Lusa o vereador dos Transportes.

Desenvolvido nos últimos meses pela Trenmo, o mesmo indica que a reabertura da linha a passageiros responde, por um lado, às necessidades das populações, ao desenvolvimento da atividade económica e ao crescimento de polos de emprego no concelho, do distrito do Porto, disse José Pedro Rodrigues.

Dados os “benefícios comprovados”, o comunista, que assume também o pelouro da Proteção Civil, acredita que o documento é um “elemento importante” para que a tutela decida pela reabertura “rápida” deste serviço aos cidadãos, acrescentando que dará conta do mesmo aos ministros das Infraestruturas e do Ambiente.

A Linha de Leixões, inaugurada em 1938, liga a Linha do Minho, na Estação de Contumil, ao Porto de Leixões, em Matosinhos.

A ligação ferroviária é utilizada para mercadorias, tendo tido já serviço de passageiros até 1987 e entre maio de 2009 e janeiro de 2011.

O investimento neste projeto, que incidirá essencialmente em material circulante e localização de apeadeiros e estações, serve o Município de Matosinhos, mas também o do Porto, Maia, Valongo e Gondomar, referiu o vereador.

Além da reabertura da Linha de Leixões aos passageiros, José Pedro Rodrigues sublinhou que o estudo fala na importância da extensão da rede de metro do Hospital de São João, no Porto, à estação da Fonte do Cuco, em Matosinhos, e prova a complementaridade destes dois investimentos.

“A Linha de leixões não substitui a extensão do metro, nem a linha de metro substituiu a Linha de Leixões, ambos correspondem a serviços de natureza e lógica diferentes e os dois tem o seu papel na mobilidade e melhoria desta”, afirmou.

Em janeiro de 2018, a Assembleia da República aprovou, com a abstenção do PS e do PSD, o projeto de resolução do PCP pela reabertura do serviço ferroviário de passageiros entre Leixões e Ermesinde e a sua ligação a Campanhã, na região do Porto.

Já em dezembro de 2019, a autarquia aprovou reforçar juntos dos ministérios das Infraestruturas e do Ambiente a necessidade de reativar a Linha de Leixões para passageiros e de construir a linha de metro até ao Hospital São João, no Porto.

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