Grupo Espírito Santo era “castelo de cartas falido há muito tempo”, diz Mariana Mortágua

A deputada do BE Mariana Mortágua, que participou na comissão de inquérito à queda do BES, diz que o Grupo Espírito Santo (GES) era um "castelo de cartas falido há muito tempo".

Mariana Mortágua considera que a história da queda do Banco Espírito Santo (BES) “é também a história da economia portuguesa nos últimos 20 anos”. Segundo a deputada bloquista, “o grupo era um castelo de cartas, estava falido há muito tempo” e “Ricardo Salgado e pessoas mais próximas foram-se enredando numa rede de fraudes para conseguir ir sustentando financeiramente o grupo”.

Em declarações à SIC Notícias, a deputada não quis comentar em concreto a acusação do Ministério Público conhecida esta semana, por não a ter lido ainda (tem mais de 4.000 páginas). Mas, referindo-se à comissão de inquérito levada a cabo no Parlamento, e na qual participou, a bloquista garantiu que “não só é verdadeira” como alguns dos alegados crimes terão ficado provados. “Foi-nos contado pelo contabilista de Ricardo Salgado a forma como manipulou as contas da Espírito Santo International”, exemplificou.

“Para além desta pirâmide, deste castelo de cartas alimentado em fraude, em crimes económicos, o BES era mais do que isso. Era o grupo do regime. Há pouco falávamos de como há uns anos Ricardo Salgado era incontestado por políticos, comunicação social, jornalistas. Tal como os gestores que estão a ser acusados por outras práticas”, criticou, falando em “fraude estrutural” no país que engloba ainda outros dossiês quentes da Justiça, como “ligações ao setor da construção”, “como bancos portugueses ajudaram bancos angolanos a branquear capital”, entre outros.

“Foram seis longos anos. Na verdade, todos os dias, todos os meses, são muito longos quando se espera uma acusação e que se faça justiça. E é muito importante que a justiça seja feita neste caso. Falamos de um dos maiores grupos económicos portugueses, diria o maior”, rematou a deputada do BE.

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