Fidelidade já tem projeto para os terrenos da antiga Feira Popular. Falta a aprovação da Câmara de Lisboa

A Fidelidade já apresentou à Câmara de Lisboa o masterplan para os terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos. Projeto terá agora de ser aprovado pela autarquia.

Cerca de um ano e meio depois de ter comprado os terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, a Fidelidade já tem idealizado o projeto que vai mudar o centro da cidade de Lisboa. O masterplan foi apresentado esta quinta-feira em reunião camarária aos vereadores da Câmara de Lisboa, que na próxima semana irão decidir se aprovam ou não, a construção da forma idealizada.

É com a assinatura dos arquitetos Eduardo Souto de Moura, Álvaro Siza Vieira e Ana Costa, que os terrenos localizados ao lado da estação ferroviária de Entrecampos vão ganhar uma nova vida. As três parcelas, com uma área total de 27 hectares, dos quais 2,5 hectares serão zonas verdes, foram adquiridas em hasta pública em dezembro de 2018 pela Fidelidade por 273,9 milhões de euros.

Agora, cerca de um ano e meio depois, a Fidelidade apresentou em reunião de Câmara o primeiro esboço do projeto, que não permite ainda perceber se vai corresponder às primeiras projeções. Contudo, pelas fotos cedidas ao ECO pelo vereador do PSD, João Pedro Costa, é possível perceber que o projeto deverá contemplar, pelo menos, cinco edifícios.

O ECO contactou a Fidelidade e a autarquia para saber mais detalhes, mas nenhuma das entidades quis fazer comentários. O ECO sabe, contudo, que este masterplan terá ainda de ser aprovado pelos vereadores da Câmara de Lisboa, uma votação que vai acontecer na próxima semana.

De acordo com a apresentação feita pela autarquia em 2018, o projeto teria 700 habitações de renda acessível e 279 habitações de renda livre, que seriam construídas na Parcela B (mesmo ao lado da estação), juntamente com comércio, serviços e dois parques de estacionamento. Contudo, em março deste ano, a Câmara de Lisboa anunciou a construção de apenas cerca de 500 casas de rendas abaixo do valor de mercado.

Fora do setor residencial, nestes terrenos vão nascer ainda outros edifícios e vários parques de estacionamento. Na altura falou-se num centro de serviços de referência internacional e vários edifícios sociais: três creches, um jardim-de-infância, uma unidade de cuidados continuados e um centro de dia.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fidelidade já tem projeto para os terrenos da antiga Feira Popular. Falta a aprovação da Câmara de Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião