“O país está na m****? Está. Mas temos de tentar sorrir e dar a volta por cima”, diz Ljubomir Stanisic

Fechou os dois restaurantes devido à Covid-19 e, agora que os abriu, foi a meio gás. Fala das dificuldades, das poucas medidas de apoio e de como há "1.001 maneiras de apoiar o turismo nacional".

Ljubomir Stanisic fechou os dois restaurantes que tem no país mesmo antes de ser decretado o estado de emergência. Preferiu jogar pelo seguro, porque já antecipava o que poderia estar por vir. Nos meses em que os estabelecimentos estiveram fechados, a faturação foi zero e o chef teve mesmo de recorrer a créditos pessoais para conseguir suportar as despesas. Ljubomir é o primeiro entrevistado da nova rubrica do ECO, chamada “Dar a Volta ao Turismo“, onde conta com foi reabrir portas abertas, ainda que a meio gás, e como há “1.001 soluções que há para apoiar o turismo nacional”.

O setor da restauração foi um dos mais afetados pela pandemia, estimando-se mesmo que quase quatro em cada dez restaurantes esteja a pensar encerrar portas definitivamente, de acordo com um inquérito da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP). Em entrevista ao ECO, Ljubomir Stanisic acredita mesmo que só quem tenha um verdadeiro reforço financeiro conseguirá sair vivo desta crise, porque os impactos foram sentidos de forma bastante dura.

Abrir portas foi “triste”, como se tivesse começado tudo do zero. Os dois restaurantes 100 Maneiras abrem apenas à hora de jantar e, aos almoços, o chef prefere almoçar noutros restaurantes, para ajudar os colegas, porque diz que as medidas de apoio ao setor não são suficientes. Ainda assim, acredita que esta crise é uma oportunidade para os portugueses descobrirem o país, explorando o turismo nacional.

“Tem sido catastrófico. Abrir portas foi triste”

O cenário não tem sido positivo. Pelo contrário. Tem sido mesmo “catastrófico”, diz o chef, que recorda o dia em que reabriu as portas dos dois 100 Maneiras com tristeza. “Foi triste. Foi como se tivesse aberto um restaurante novo”. É por isso que Ljubomir Stanisic decidiu fechar os seus dois restaurantes à hora de almoço e aproveitar essa altura para almoçar noutros restaurantes. É uma forma de apoiar os colegas, diz.

“Sou otimista. Mas até ao verão de 2021 isto vai continuar”

Ljubomir Stanisic aderiu ao regime de lay-off porque, explica, se não fosse isso, “já estaria em falência técnica”. Diz que não consegue prever o futuro dos seus restaurantes e que as medidas de apoio do Governo são claramente insuficientes, tendo mesmo sido preciso recorrer a créditos pessoais. Apesar de a situação estar um pouco melhor, o chef acredita que “até ao verão de 2021 isto vai continuar”, mesmo sendo uma pessoa otimista.

“Há 1.001 medidas para apoiar o turismo nacional”

Ljubomir não está preocupado com a falta de turistas estrangeiros este verão. Já se convenceu que é um ano perdido para o turismo. Contudo, mantém-se confiante e acredita que “há 1.001 medidas para apoiar o turismo nacional” e que esta crise deve ser vista como uma oportunidade para os portugueses descobrirem e explorarem Portugal. “O país está na merda? Está. Mas temos de tentar sorrir e dar a volta por cima”, nota.

O ECO arrancou em julho com uma rubrica nova chamada “Dar a Volta ao Turismo“, em que entrevista empresários e governantes do setor para perceber os impactos que a pandemia trouxe para o turismo e de que maneira se poderá dar a volta por cima.

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