Dívida detida pelo BCE dispara para recorde de 6,3 biliões

Com a instituição liderada por Christine Lagarde a imprimir ainda mais dinheiro para travar o impacto da pandemia na economia do euro, a folha de balanços do banco atingiu um novo máximo histórico.

O Banco Central Europeu (BCE) nunca teve tantos ativos em carteira. Com o programa de emergência pandémica a reforçar os estímulos monetários na Zona Euro, a folha de balanço da instituição liderada por Christine Lagarde atingiu o novo recorde de 6.322.604.000.000 euros.

Os dados da situação financeira consolidada do Eurosistema relativos a 17 de julho de 2020 indicam que, na semana passada, a folha de balanço engordou em 13.444 milhões de euros. O total de ativos superou assim os 6,3 biliões de euros.

“Na semana terminada a 17 de julho, a posição financeira líquida do Eurossistema em moeda estrangeira diminuiu em 600 milhões de euros para 321,1 mil milhões. Como resultado das operações de mercado e facilidades permanentes, os empréstimos líquidos a instituições de crédito aumentaram em 7,3 mil milhões de euros para 1,138 biliões“, explica o BCE.

Devido ao coronavírus, a autoridade monetária da Zona Euro lançou um programa de compras de emergência pandémica (PEPP, na sigla em inglês). Inicialmente com 750 mil milhões de euros, este pacote acabou por ser reforçado para 1,35 biliões e Christine Lagarde já garantiu que não ficará um único euro por gastar. Foi daí que saíram, ao longo da semana passada, 21,1 mil milhões de euros para adquirir dívida, o que faz com que 403,7 mil milhões de euros — quase 30% do total — do PEPP já tenham sido usados.

Em simultâneo com o programa de emergência, o BCE continuou o programa de compra de dívida que já tinha em curso, a um ritmo mensal de 20 mil milhões de euros e até o reforçou com um envelope temporário de 120 mil milhões a ser usado também até ao final de 2020.

Na semana passada, as aquisições de obrigações soberanas no âmbito do programa regular atingiram 10,1 mil milhões de euros (abaixo do valor de amortizações de 12,4 mil milhões). Já no que diz respeito a títulos de dívida privada, o BCE comprou 800 milhões de euros (enquanto outros 100 milhões atingiram a maturidade).

(Notícia atualizada às 17h55)

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