Perda de rendimentos “empurra” famílias para burlões do crédito

  • ECO
  • 27 Julho 2020

Numa altura em que aumentam as dificuldades financeiras das famílias, muitas recorrem a empresas que se fazem passar por intermediárias de crédito, mas cujo único objetivo é extorquir dinheiro.

A pandemia fez disparar as dificuldades económicas de muitas famílias que, uma vez endividadas, recorrem a empresas que se fazem passar por intermediárias de crédito, mas cujo único objetivo é extorquir dinheiro, avança o Público (acesso pago). O alerta é dado pelo Banco de Portugal (BdP), que detetou um número elevado destas entidades, mas a Deco também dá conta de um elevado número de queixas neste sentido.

Até meados de julho, o BdP identificou 21 entidades a atuar ilegalmente no país, mais do dobro do registado na totalidade do ano passado (nove). Estas empresas fazem-se passar por intermediárias de crédito ou consultores, prometendo novos empréstimos ou a reestruturação dos já existentes, mas o único objetivo é extorquis dinheiro a famílias em dificuldades financeiras.

Estes falsos intermediários começam por pedir uma pequena quantia para abrir o processo, com vista à concessão de empréstimo ou consolidação de créditos existes (o que implica sempre um novo empréstimo), seguindo-se outros pedidos de montantes superiores, sem nunca concretizar as operações prometidas. A Deco nota que tem recebido milhares de pedidos de aconselhamento financeiro, alguns deles vindos de vítimas de burla dessas falsas entidades.

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