Queda de 3% do BCP pressiona bolsa de Lisboa

Europa negoceia na linha de água, enquanto o PSI-20 está sob pressão. No dia em que são conhecidos os projetos que vão desenvolver a estratégia nacional para o hidrogénio verde, a EDP valoriza.

A bolsa de Lisboa está sob forte pressão esta segunda-feira, numa altura de incerteza nas principais praças europeias. O BCP, que se prepara para apresentar resultados do trimestre na terça-feira, e a Galp Energia, cujas contas foram conhecidas antes da abertura do mercado, pesam no principal índice português.

O PSI-20 cede 0,73% para 4.459,48 pontos no arranque da semana. A maior queda é do banco liderado por Miguel Maya, que tomba 3% para 0,1008 euros por ação, numa altura em que o índice europeu de bancos cai 1,32%. A Pharol cede 2,9%, a Sonae Capital 2,2% e a Mota-Engil 2,13%. A Nos recua 1,5% para 3,976 euros.

Também a Galp Energia negoceia em baixa, com os títulos a caírem 1,35% para 10,215 euros, após ter apresentado resultados. A petrolífera passou de lucros a prejuízos de 52 milhões no segundo trimestre do ano, devido às “fracas condições de mercado” e decidiu não pagar o habitual dividendo intercalar.

“Os resultados foram influenciados por preços mais baixos do petróleo, menor utilização das refinarias e a queda do segmento comercial devido à Covid-19 e ao confinamento, bem como a imparidades de 92 milhões de euros relacionadas com ativos de exploração”, explicam os analistas do CaixaBank/BPI. Sublinham, ainda assim, que “o resultado negativo de 52 milhões de euros no segundo trimestre de 2020 foi melhor que as nossa projeção de uma perda de 84 milhões e o consenso de 67 milhões de euros“.

Além dos resultados, a Galp Energia está também em destaque esta segunda-feira devido à apresentação dos projetos eleitos para a Estratégia Nacional para o Hidrogénio. O consórcio H2Sines, da Galp e da EDP, está entre os maiores investimentos, com 1,5 mil milhões. O grupo EDP está entre as poucas cotadas no verde, em Lisboa. A casa-mãe ganha 0,36% para 4,465 euros e a eólica EDP Renováveis avança 0,28% para 14,08 euros.

Se em Portugal a tendência é claramente negativa, nas restantes praças europeias, as ações negoceiam entre ganhos e perdas ligeiras. O Stoxx 600 perde 0,4%, enquanto o francês CAC 40 desliza 0,05%, o italiano FTSE MIB 0,02% e o britânico FTSE 100 perde 0,21%. Em sentido contrário, o alemão DAX sobe 0,3%.

O espanhol IBEX 35 lidera as perdas, com um tombo de 1,35% após o país ter sido excluído dos corredores aéreos do Reino Unido. Aliás, por toda a Europa é o setor do turismo e lazer que mais perde — 2,35% — devido às restrições a viagens impostas por vários países.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Queda de 3% do BCP pressiona bolsa de Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião