Importação de carros elétricos na UE dispara para o triplo em 2019

As importações continuam a aumentar fortemente: de 1,8 mil milhões de janeiro a abril de 2019, para quase o dobro (3,1 mil milhões em 2020), excetuando o mês de abril. 

De acordo com o Eurostat, em 2019 os países da União Europeia importaram carros elétricos e híbridos no valor de 7,1 mil milhões de euros, três vezes mais (+208%) do que no ano anterior, quando as importações deste tipo de veículos não foram além de 2,3 mil milhões.

A União europeia comprou carros elétricos e híbridos sobretudo aos Estados Unidos (43% das importações em termos de valor), Coreia do Sul (23%) e Reino Unido (17%).

Do lado oposto da balança comercial, o grupo dos 27 exportou no ano passado 8,2 mil milhões de euros em carros 100% alimentados a energia elétrica ou híbridos que podem ser conduzidos em combinação com um motor a gasolina ou diesel. Reino Unido (26% das exportações em termos de valor), Noruega (22%) e Estados Unidos (19%) foram os principais destinos das exportações. Entre compras e vendas, o resultado foi positivo, com um superávit comercial de 1,1 mil milhões de euros, mas muito abaixo dos 3 mil milhões registados em 2018.

No geral, em 2019 o comércio de carros elétricos e híbridos no espaço comunitário foi dominado por carros elétricos, responsáveis ​​por 69% do valor das importações e 56% do valor das exportações da UE. Por seu lado, os híbridos representaram 31% das importações e 44% das exportações.

Em 2018, as exportações aumentaram 24% em relação a 2017, enquanto em 2019 aumentaram 54% em relação a 2018. As importações mais que duplicaram entre 2017 e 2018 (+104%), enquanto entre 2018 e 2019 mais do que triplicaram (+208%).

Já durante os primeiros meses de 2020, as exportações de carros elétricos e híbridos aumentaram em comparação com o ano anterior (2,9 mil milhões de euros entre janeiro e abril, face a 2,5 mil milhões em igual período de 2019). O mês de abril a exceção à regra, já que as exportações caíram para apenas 300 milhões de euros (em comparação com os 800 milhões em abril de 2019), muito devido à pandemia de Covid-19.

As importações continuam a aumentar fortemente: de 1,8 mil milhões de janeiro a abril de 2019, para quase o dobro (3,1 mil milhões em 2020), excetuando o mês de abril.

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