Interpol alerta para aumento “alarmante” do crime informático

  • Lusa
  • 4 Agosto 2020

O crime informático aumentou de forma "alarmante" durante os primeiros quatro meses do ano, com ataques dirigidos a pessoas que trabalham em casa, empresas e Governos.

A Interpol avisou esta terça-feira que o crime informático aumentou de forma “alarmante” durante os primeiros quatro meses do ano, em plena crise sanitária, com ataques dirigidos a pessoas que trabalham em casa, empresas e Governos.

De acordo com a organização internacional de polícia, os criminosos aproveitam as falhas de segurança das companhias e dos organismos que tiveram de adaptar os sistemas informáticos, roubando dados, dinheiro ou criando perturbações.

“O crime informático está a desenvolver-se e os ataques estão a incrementar-se a um ritmo alarmante, explorando o medo e a incerteza causada pelas falta de estabilidade social e a situação económica provocada pela pandemia“, refere em comunicado o secretário-geral da Interpol, Jurgen Stock.

No período entre janeiro e abril, a Interpol detetou 907.000 mensagens de correio spam, 737 incidentes relacionados com programas malignos e mais de 48 mil episódios ligados à instalação de vírus informáticos. De acordo com Jurgen Stock, a dependência da internet “em todo o mundo” está a criar “novas oportunidades” aos delinquentes, sobretudo a pessoas e empresas que não têm sistemas de segurança atualizados.

O panorama atual do cibercrime mostra mudanças nos padrões de fraude eletrónica, roubo de imagens através de câmaras web, vírus informáticos contra infraestruturas básicas, instituições sanitárias ou bancos, entre outros.

A Interpol alerta que a elevada circulação de informação falsa que se chega rapidamente ao público, com “teorias de conspiração” e informação sem qualquer tipo de verificação “contribuíram para a ansiedade das comunidades e, em alguns casos, facilitaram a execução de ataques informáticos”. Também se constatam fraudes relacionadas com medicamentos, mensagens de texto com ofertas sobre alimentação gratuita ou descontos em vários produtos.

A Interpol avisa que esta tendência vai continuar, a curto prazo, e que provavelmente vai verificar-se um novo “pico” quando estiver disponível uma vacina contra o coronavírus, com táticas relacionadas com produtos médicos, intrusões de vária ordem com o intuito de roubo de dados.

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