Prejuízos da Revolut agravam-se para 118,2 milhões em 2019

  • Lusa
  • 11 Agosto 2020

Este desempenho, explicou a Revolut, reflete “o investimento contínuo na expansão global e melhoria da oferta de produtos”.

Os prejuízos da Revolut agravaram-se em 2019, para 118,2 milhões de euros (106,5 milhões de libras), face às perdas de 36,4 milhões de euros (32,8 milhões de libras) em 2018, adiantou esta terça-feira a plataforma.

O grupo, que se dedica a serviços financeiros, registou ainda um aumento das perdas operacionais para 119,2 milhões de euros (107,4 milhões de libras) face a 37,8 milhões de euros (34,1 milhões de libras) registados em 2018. Este desempenho, explicou a Revolut, reflete “o investimento contínuo na expansão global e melhoria da oferta de produtos”.

Na mesma nota, a empresa adiantou que a “receita quase triplicou neste período, comparado com o período homólogo de 2018”, para 180,6 milhões de euros (162,7 milhões de libras) “refletindo o crescimento contínuo na oferta do principal produto de consumo, base de clientes e atividade dos utilizadores”, indicou a Revolut.

De acordo com a empresa, “a margem bruta aumentou para 39% no último trimestre de 2019, face a 17% no início do ano”, sendo que o “número de clientes ativos, numa base diária, aumentou 231%, enquanto o número de clientes que pagam planos de subscrição cresceu 139%”.

A Revolut referiu ainda que “o número de contas empresariais aumentou 260% – eram já mais de 220 mil no final de 2019” e o “número de negócios ativos numa base semanal disparou 321%”, lê-se na mesma nota. De acordo com o grupo, “os principais custos diretos no negócio continuam a ser os custos com emissão de cartões e custos de aquisição de clientes”, visto que “à medida que a base de clientes e volumes de transações aumentaram, a Revolut fez uma gestão eficiente dos custos”, garantiu a empresa.

Assim, “as despesas administrativas gerais aumentaram de 24 milhões de libras [26 milhões de euros] em 2018 para 92 milhões de libras [102,1 milhões de euros] em 2019, maioritariamente impulsionadas pela angariação de talento, elevando o número global de funcionários para 2.261 a 31 de dezembro de 2019”, face a 633 no final do ano anterior, de acordo com a mesma nota.

“Desde o início do ano, o nosso foco foi continuar a desenvolver produtos inovadores para os nossos clientes, continuar a entrar em novos mercados e aumentar as streams de receitas no negócio, enquanto reduzimos custos operacionais. Apesar dos desafios que temos, neste momento, no que diz respeito à conjuntura económica, continuamos focados no nosso objetivo de atingir a rentabilidade”, disse Nik Storonsky, fundador e presidente executivo do grupo, citado na mesma nota.

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