Comissão Europeia negoceia 400 milhões de doses de vacina contra Covid-19 da Johnson & Johnson

As negociações entre a Comissão Europeia e a Johnson & Johnson para a aquisição de 400 milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 estão a "avançar bem".

A Comissão Europeia anunciou esta quinta-feira que concluiu as negociações exploratórias com a norte-americana Johnson & Johnson (J&J) para comprar uma potencial vacina contra a Covid-19. O objetivo será garantir até 400 milhões de doses dessa vacina para todos os Estados-membros e para outros países mais pobres na forma de doações.

As negociações estão a “avançar bem”, descreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, no Twitter, argumentando que este é outro passo “importante” para assegurar que a União Europeia terá acesso a vacinas de “alta qualidade e acessíveis”. No final de julho, a Comissão anunciou que chegou a acordo com a francesa Sanofi-GSK para comprar 300 milhões de doses da potencial vacina contra a Covid-19.

A compra de vacina da Comissão Europeia, em nome dos Estados-membros, será financiada através do Instrumento de Apoio de Emergência, mas ainda se desconhece o valor que será gasto. No comunicado sobre a Johnson & Johnson, o executivo comunitário vinca que está também em “discussões intensivas” com outras farmacêuticas que estão a desenvolver outras vacinas contra a Covid-19.

No caso da Johnson & Johnson, a Comissão Europeia terá o direito de comprar inicialmente 200 milhões de doses da vacina quando esta provar que é eficaz e segura. Posteriormente, poderá adquirir mais 200 milhões de doses, num total de 400 milhões de doses da vacina para os 27 Estados-membros e para doações a países com rendimentos mais baixos.

“As vidas dos nossos cidadãos e a nossa economia precisam de uma vacina eficaz e segura contra o coronavírus. As negociações de hoje deixam-nos mais próximos de atingir isso. A Comissão está a fazer um esforço, em estreita cooperação com os Estados-membros e com as empresas farmacêuticas, para contribuir de forma ativa para esse objetivo“, afirma Ursula Von der Leyen em comunicado.

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